Cotidiano

Líderes do PMDB disputam o Ministério dos Portos

Redação DM

Publicado em 1 de outubro de 2015 às 01:02 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – Em meio ao impasse no PMDB sobre as indicações dos ministros dos Portos e da Ciência e Tecnologia, os líderes do partido na Câmara e no Senado entraram em confronto direto sobre o posto. O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), , Helder Barbalho desde a semana passada. Em resposta, o líder na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) afirmou que a presidente prometeu à bancada de deputados os ministérios da Saúde e de Portos. Picciani disse que as divergências são uma tentativa de “tumultuar” a reforma ministerial.

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— Estão tentando tumultuar. A presidente Dilma Rousseff garantiu à bancada do PMDB na Câmara o ministério da Saúde e um segundo que seria a fusão de Aviação Civil e Portos, mas que acabou não sendo unido, e nós aceitamos que fosse apenas Portos. Tentar fazer qualquer mudança a uma altura dessas pode prejudicar a reforma — disse Picciani ao GLOBO.

Sobre as especulações de que o Palácio do Planalto poderia oferecer o ministério de Ciência e Tecnologia para a bancada do PMDB na Câmara e entregar Portos a Helder Barbalho, Picciani reagiu:

— Não trabalho com teses abstratas. Estou lidando com os fatos, e o fato é que foi prometido à bancada da Câmara Saúde e Portos — pontuou Picciani, que disse ter recebido a garantia da presidente e de seus auxiliares sobre isso.

Segundo Eunício, ele foi chamado pela presidente para optar entre Portos e Aviação Civil para Helder Barbalho, filho do senador Jader Barbalho (PA), considerado um dos nomes mais influentes da Casa e do PMDB. Depois de baterem o martelo em Portos, mantendo Eliseu Padilha na Aviação Civil, o assessor especial da presidente, Giles Azevedo, teria ligado para Eunício para reforçar a oferta.

— Depois disso, a presidente conversou com Helder e com Jader. Não houve nenhuma mudança no que foi conversado — disse Eunício.

Esta indefinição trava o anúncio da reforma, que ontem estava prometido para a tarde desta quinta-feira. No entanto, com a vinda do ex-presidente Lula a Brasília para fechar as indicações do PT, a tendência é que a oficialização do novo ministério ocorrerá na sexta-feira.

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