Londres prepara medidas para evacuar 20 mil britânicos do Sinai
Redação DM
Publicado em 5 de novembro de 2015 às 06:15 | Atualizado há 11 anosLONDRES E CAIRO — O governo britânico anunciou nesta quinta-feira que está preparando medidas de emergência para evacuar os cidadãos de férias no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh para o Reino Unido, um dia depois de Londres afirmar que o avião russo que caiu na região do Sinai pode ter sido derrubado por dispositivos explosivos. A medida, no entanto, foi criticada por autoridades russas e egípcias. Para Moscou, que prometeu continuar voando para o Sinai, ainda é muito cedo para especular as causas da queda.
— Qualquer versão do que ocorreu e as razões apontadas só podem ser feiras por uma investigação, e ainda não temos nenhum anúncio do inquérito até agora. — disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas. — Qualquer outras explicação parecem ser informações não verificadas ou algum tipo de especulação.
O Airbus A321M da companhia Kogalymavia — que opera sob o nome de Metrojet — decolou do balneário de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, a São Petersburgo quando perdeu contato 23 minutos após a decolagem no sábado. A aeronave caiu na Península do Sinai, e todas as 224 pessoas a bordo morreram.
O diretor do aeroporto, Adel Mahgoub, foi substituído por um piloto local, Emad al-Balasi. Apesar da medida, a aviação civil egípcia descartou que ela tenha a ver com uma punição ou mudanças drásticas na segurança do local.