Mãe de garoto que morreu em clube pede justiça
Redação DM
Publicado em 16 de fevereiro de 2022 às 14:09 | Atualizado há 4 anos
Muito abalada, a mãe de Davi Lucas, o garoto de 8 anos, que morreu ao cair de brinquedo no clube Di Roma, em Caldas Novas, Jaqueline Rosa, contou mais detalhes da tragédia. A mineira de Conselheiro Lafaiete, disse que a família havia chegado há 20 minutos no local, quando ocorreu o acidente e pede justiça, pois conta que não foi avisada que o brinquedo estava interditado.
Jaqueline Rosa contou que a família já havia ido ao mesmo clube em Caldas Novas várias vezes e o garoto conhecia bem o espaço. De acordo com o pai de Davi, o técnico de redes em energia elétrica, Luciano Márcio Miranda, a viagem que fica há cerca de 800 km da cidade natal da família, era um presente para o garoto, que dizia até querer mudar para Caldas Novas.
Como conhecia bem o local e sabia nada, o pai que estava no momento com o menino e seu irmão caçula autorizou Davi a ir ao banheiro. No entanto, antes, resolveu passar no brinquedo chamado Vulcão. Alguns minutos depois, os pais relataram que foi anunciado ao microfone do parque que a família do garoto se dirigisse ao local do acidente.
“Quando eu passei pela catraca, ninguém me falou nada que o Vulcão estava interditado. Eu não vi placa com essa informação. Não tinha nada tampando aqueles buracos. Ele não viu que não ia ter continuidade de descer. Eu perdi meu anjo”, disse Jaqueline Rosa.
O caso
O acidente aconteceu na tarde de domingo (13). O garoto tentou usar um toboágua que não tinha continuidade. Segundo análise inicial da Polícia Técnico-Científica (PTC), o garoto sofreu “queda livre” de uma altura aproximada de 13 metros.
Davi foi socorrido pelo hospital municipal, com várias fraturas e traumatismo craniano. Houve tentativa de transferi-lo para Goiânia, mas ele sofreu uma parada cardíaca e voltou ao hospital, onde morreu.
A polícia segue investigando o caso e o laudo deve sair em 10 dias. O clube Di Roma não usou qualquer tipo de placas de alerta ou de proibição de entrada na porta do toboágua em que o menino Davi morreu, segundo as primeiras investigações. Um tapume e uma fita zebrada eram os únicos obstáculos para entrar na atração.
Na tarde de ontem o Di Roma, em nota, lamentou o ocorrido dizendo que a área em que ocorreu o acidente estava completamente fechada com tapume e devidamente sinalizada para reformas e melhorias. Após o comunicado aguarda resultado da perícia para novo pronunciamento.
Segundo os pais da criança, o clube pagou serviço funerário para translado do corpo do filho e ofereceu motorista para dirigir veículo da família de volta para casa.