Ministro alerta: não há mais recursos disponíveis para Fies
Redação DM
Publicado em 5 de maio de 2015 às 02:12 | Atualizado há 11 anos
O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou que não há mais recursos disponíveis para novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A afirmação foi feita, ontem, durante entrevista coletiva, em Brasília.
O prazo de inscrições para novos contratos terminou na última quinta-feira (30). No mesmo dia, a Justiça federal determinou a reabertura do programa para novas inscrições, mas o Ministério da Educação (MEC) avisa que recorrerá da decisão.
“Não adianta reabrir porque não há mais recursos, mas é preciso ver o teor da decisão judicial”, afirmou o ministro. Foram gastos, no primeiro semestre, R$ 2,5 bilhões com novos contratos. A previsão é que este ano, entre contratos novos e renovações, sejam gastos R$ 15 bilhões com o programa federal de financiamento estudantil.
Segundo o balanço do ministério, foram feitas 252 mil inscrições. Os cursos mais procurados foram na área de engenharia e da saúde.
Ainda não há informações se haverá segunda edição do Fies neste ano. “Estamos na expectativa da divisão do orçamento”, disse o ministro.
O Fies oferece cobertura da mensalidade de cursos em instituições privadas de ensino superior, a juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar o financiamento 18 meses após a conclusão do curso. O programa acumula 1,9 milhão de contratos e abrange mais de 1,6 mil instituições.
Os estudantes, que ainda não fizeram o aditamento do contrato, têm até o dia 29 de maio para fazer a inscrição na página do Fies. O Ministério da Educação garantiu que todos os contratos serão renovados.
VERBA
O secretário-executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, informou que a verba do Fies para novos contratos é de R$ 2,5 bilhões em 2015 e ressaltou que, mesmo com o ajuste fiscal, o governo possui um compromisso com a educação.
Sobre os financiamentos pagos, Janine lembrou que há contratos em fase de retorno, que é quando o estudante, já formado, começa a pagar a dívida. “Os financiamentos já estão começando a ser pagos. O sistema se autoalimentará. À medida que os alunos que já se formaram forem pagando, esse recurso estará alimentando o pagamento de novos financiamentos. Provavelmente, ainda haverá aporte da União de aporte novo para ampliar”, explicou.