NagaCorp divulga US$ 223 milhões em receita para o ano de 2021
Redação DM
Publicado em 2 de março de 2022 às 14:22 | Atualizado há 4 anos
A NagaCorp, grupo que possui e opera a NagaWorld, é uma das principais companhias do setor lazer, hotelaria e jogos, sendo listada em Hong Kong. E sua propriedade no Camboja, o Naga World é um dos maiores resorts com cassino integrado do globo, sendo o maior do país e também o único complexo de entretenimento com um cassino a operar na região de Phnom Penh.
Nos últimos meses, a crise sanitária afetou diversos setores, principalmente o de hotelaria e turismo – mas, ainda assim, a NagaCorp relatou a receita bruta de jogo (GGR) para o exercício financeiro que terminou em 31 de dezembro de 2021, e o montante arrecadado pela empresa foi US$ 223,5 milhões.
O grupo ainda anunciou o EBITDA (é um indicador financeiro de resultados e uma empresa) de US$ 15,6 milhões, sendo que o EBITDA ajustado chegou aos US$ 22,4 milhões. Enquanto isso, as tabelas do mercado do GGR garantiram US$ 66,5 milhões, e o GGR das máquinas de jogos eletrônicos foi de US$ 44 milhões. Já a receita de massa geral chegou aos US$ 48,7 milhões e o mercado VIP foi responsável por US$ 64,4 milhões.
A empresa ainda ressaltou o impacto causado pela suspensão de duas das suas operações, que acabaram sendo encerradas por um período por conta da crise sanitária. A empresa ainda relatou em seus resultados que o quatro trimestre de 2021 foi um período de recuperação, onde eles registraram um crescimento médio mensal de volume de negócios de 29%, 48% e 28%. Sendo esse aumento relacionado aos segmentos Premium, Mass Table e EGM.
Com a melhora em seus resultados, o grupo tem projeto um futuro promissor, chegando a afirmar que “com a diminuição das restrições e a recuperação econômica global em vista, espera-se que NagaWorld continue atraindo turistas do Sudeste Asiático e da Ásia Oriental, especialmente com a entrada de fluxos de migração de negócios para o Camboja”. Eles ainda apontaram que desejam continuar crescendo e se recuperando dos impactos causados pela crise sanitária, mas que as perspectivas de negócios a longo prazo da empresa são promissoras.
Cassinos no Brasil
Enquanto o setor dos resorts integrados a cassinos já está bem consolidado no Camboja e em Hong Kong, o Brasil ainda tem dado seus primeiros passos nesse sentido e, na última semana foi aprovado na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 442/91, que libera a exploração dos jogos de azar no país.
Caso o texto seja aprovado pelo Senado e sancionado pelo Presidente da República, em um futuro próximo o Brasil poderá voltar a ter estabelecimentos de jogatina, como os famosos cassinos, salas de bingo e bancas do jogo do bicho, por exemplo, todos eles regulamentados pelo Estado.
Além dos estabelecimentos físicos, o texto ainda regulamenta as plataformas online, que no Brasil podem operar legalmente desde 2018 caso possuam sede no exterior. De lá para cá, esses sites de jogatina têm feito um sucesso enorme com o público nacional, tendo seus principais representantes listados no cassinos.info, que seleciona as operadoras que conseguem simular no ambiente virtual as principais casas de jogatina do planeta, sendo muito mais acessível aos usuários e não deixando a desejar em nenhum quesito. Já que essas plataformas, além de disponibilizarem inúmeras promoções, contam com um amplo catálogo de jogos, que é capaz de agradar qualquer tipo de jogador, tamanha a sua diversidade.
Apesar da proximidade da sanção do Marco Regulatório dos Jogos, o projeto continua a enfrentar resistência por parte de uma parcela da classe política do país. Dentre os principais críticos da PL 442/91 está a Frente Parlamentar Evangélica, que tentou barrar o texto na Câmara dos Deputados, mas não conseguiu.
Algo semelhante deve ocorrer no Senado, mas a expectativa é de que a proposta talvez passe por algumas poucas alterações e seja aprovada. Caso tudo isso ocorra, Jair Bolsonaro apontou que vetaria o projeto, mas ele ressaltou que os parlamentares poderiam derrubar esse seu veto, com isso a lei entraria em vigor independentemente da sanção do Presidente.