Ônibus que tombou na serra trazia fiéis de evento religioso
Redação DM
Publicado em 12 de outubro de 2015 às 09:10 | Atualizado há 11 anosRIO – Os passageiros do acidente com o ônibus da empresa Transleal Turismo, que tombou na madrugada de hoje na rodovia Rio – Teresópolis (BR-116), deixando 47 feridos, são fieis do Ministério Internacional Emmanuel, em Jardim Metrópolis, no município de São João de Meriti, na Baixada. Eles voltavam de uma peregrinação à igreja da Assembleia de Deus, de Espera Feliz, em Minas Gerais. Segundo o guia do evento, Israel Fernandes, o acidente aconteceu já na descida da serra, na curva do Garrafão. Segundo ele, o sistema de freios não segurou o veículo que tombou e só não caiu do barranco, porque ficou preso pelo guardrail.
— Eu arranquei o para brisa e consegui segurar o motorista para que ele não caísse. Depois desliguei o motor, retirei todos os passageiros e busquei ajuda para acionar socorro. Aproveitei o curso de primeiros socorros que fiz, como voluntário da Defesa Civil de Angra dos Reis para ajudar os membros da igreja — contou.
Os 47 feridos foram levados para a Hospital das Clínicas de Teresópolis, que está em greve. Segundo a chefe do plantão médico, Clarissa Rippel Guita, a maioria das vítimas já foi liberada, 16 estão em observação e quatro delas foram encaminhadas para o setor cirúrgico, uma com traumatismo craniano, outra com fratura de membros e outras duas pela extensão dos ferimentos, mas nenhuma delas apresenta quadro grave.
— Por sorte, nenhum paciente está em estado grave. Temos depois que discutir com os bombeiros e a concessionária para reajustar este fluxo de pacientes. Se fossem todos graves, nenhum hospital teria como responder por tantas vítimas. Existem outras opções como o Saracuruna, o de Magé. Isto tem que ser melhor planejado. De manhã cedo chegaram aqui sete ambulâncias de uma vez — contou a médica.
Segundo ela, mesmo com o hospital em greve devido à crise no município — que teve o prefeito Arlei Rosa afastado do cargo pela segunda vez emn setembro, pelo juiz titular da 2ª Vara Cível do município, Mauro Penna Macedo Guita, por acusação de improbidade administrativa — o hospital mantém o atendimento de emergência:
— Por sorte, a maioria das vítimas está bem e não houve necessidade de sangue, porque nossos estoques estão vazios. Acho que foi Deus que nos protegeu — comentou a médica.