Cotidiano

Pai de menino Aylan Kurdi pede ao mundo que abra portas aos sírios

Redação DM

Publicado em 23 de dezembro de 2015 às 07:30 | Atualizado há 11 anos

LONDRES — O pai do menino sírio Aylan Kurdi, que se afogou em uma praia na Turquia e se transformou em um dos símbolos da recente crise dos refugiados, pediu ao mundo que abra suas portas a todos que fogem da guerra. Abdullah Kurdi fará a mensagem alternativa de Natal do canal de televisão britânico Channel 4, pedindo simpatia aos que buscam paz e segurança.

— Minha mensagem é que gostaria que o mundo abrisse as portas a todos os sírios. Quando uma pessoa fecha a porta na sua cara, é muito difícil. Mas quando uma porta se abre, já não se sente humilhado — disse o pai.

A fotografia de Aylan Kurdi, de 3 anos, provocou indignação mundial e colocou nova pressão sobre os líderes europeus para receberem mais refugiados. Seu irmão de quatro anos e a mãe também morreram no mesmo naufrágio. Sua família, que pretendia chegar ao Canadá, estava em um barco que afundou durante uma travessia da Turquia para a ilha grega de Kos. Além de Alan, morreram sua mãe e seu irmão.

— Só pedimos um pouco de simpatia — afirmou Kurdi.

Em uma nova tragédia, sete crianças, uma mulher e quatro homens se afogaram quando o barco em que estavam naufragou perto da pequena ilha grega de Farmakonisi, informaram autoridades da guarda costeira da Grécia nesta quarta-feira. Outras 13 pessoas, 11 homens e duas mulheres, foram resgatadas e duas ainda estavam desaparecidas de acordo com testemunhas.

— A embarcação, um barco de velocidade de seis metros, afundou sob circunstâncias desconhecidas — disse um dos funcionários à Reuters. — Eles estavam na água quando foram vistos por um barco de resgate.

O incidente ocorreu a leste de Farmakonisi, perto da costa da Turquia. A mesma travessia foi realizada por dezenas de milhares de refugiados, principalmente sírios, que enfrentaram mares revoltos este ano para fazer a viagem curta, mas arriscada, da Turquia para ilhas da Grécia. Mais de 1 milhão de refugiados e imigrantes chegaram à União Europeia em 2015, enquanto quase 3.700 morreram ou desapareceram durante a viagem, que rendeu enorme lucro para contrabandistas, informou a Organização Internacional para as Migrações.

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