Cotidiano

Palestra da maestrina Bianca Almeida discute impacto da pandemia nos corais

Redação DM

Publicado em 26 de novembro de 2022 às 14:05 | Atualizado há 1 ano

 

 


		Palestra da maestrina Bianca Almeida discute impacto da pandemia nos corais

DIVULGAÇÃO


 

Neste final de semana será realizado,
de forma on-line, o Especial Coral Solo 41 anos. Projeto é realizado pela Lei
Aldir Blanc, por meio da Secretaria de Estado da Cultura do governo de Goiás.  Neste sábado haverá exibição de recital do
Coral Solo na igreja Nossa Senhora da Abadia.

Já domingo, 27, às 18h, será a
vez de um dos momentos mais esperados da proposta: a palestra com o tema
“Desafios da prática do Canto de Coral em Tempos de Pandemia”. A conversa será
comandada pela maestrina Bianca Almeida, com participação especial do maestro
Sebastião Curado e do jornalista e produtor cultural Alex Pereira.

A palestra, que será exibida no canal de Youtube do (DMTV) e
Facebook do jornal Diário da Manhã e do Coral Solo, terá clima descontraído. Na ocasião
será compartilhada muita experiência do universo dos corais, já que
Bianca Almeida dedicou parte da vida ao estudo e prática da regência em
corais.  Graduou em
Música na EMAC/UFG e hoje, além de maestrina é pesquisadora do Centro de Estudo
e Pesquisa Ciranda da Arte, SEDUC/GO. Também atua em projetos de Música e
inclusão, através da musicografia braille.

 

Foi sua entrada no Coral Vida e Luz da
Irradiação Espírita Cristã que a motivou estudar regência de coral, área da
qual hoje é mestre. Assim, surgiu a possibilidade de trabalhar com outros
corais. “Uma experiência maravilhosa foi ter trabalhado com um coral composto
de deficientes visuais, principalmente em tempo de pandemia. Foi um dos grandes
desafios encontrados, porém com alegres conquistas”, recorda.

 

Por falar em pandemia, este será o
assunto principal na palestra no Especial Coral Solo 41 anos. Sendo a prática
de coral uma atividade, obrigatoriamente, em grupo, a maestrina vai abordar os
danos da proliferação da doença, que repercutem até hoje nos grupos.

 

“Por todo mundo os corais foram se
desfazendo. Ora perdendo integrantes, ora encerrando suas atividades.  A
necessidade de se buscar novos formatos de ensaios era constante, na busca por
motivar aos integrantes que continuassem firmes”, conta.

 

Assim, ela foi em busca de estratégias
para estimular os artistas. Segundo, Bianca Almeida, um dos maiores desafios
foi como lidar com as aulas aos seus alunos com deficiência visual, com os
encontros presenciais foram encerrados.

 

“Com as aulas online e a corrida para
aprender a editar áudio, vários regentes aprenderam a produzir vídeos dos
famosos coros virtuais. Vídeos em mosaico, onde cada integrante gravava da
própria casa. Essa era a única forma de mostrar ao mundo que nossas vozes ainda
estavam ativas, contribuindo com a vibração naqueles momentos de tamanha dor e
incerteza”, recorda 

 

Retomada

Com a chegada das vacinas e diminuição
do número dos casos da doença, ela conta que os encontros presenciais voltaram
aos poucos e com ênfase na segurança. Porém, o seu grupo teve que recomeçar e
hoje é composto, em mais de 50%, por novatos. Logo, conta que trabalhar a
técnica vocal, o aprendizado de um novo repertório – ou reaprender o antigo -,
tem sido uma constante nos encontros.

 

“Até hoje não conseguimos ainda reunir
todos os coristas em um ensaio ou apresentação. Quando não estão doentes, estão
viajando, dentre outras atividades que não estão incluindo a atividade Canto
Coral como prioridade. Voltar à rotina não tem sido fácil”, lamenta.

 

*Serviço*_

Palestra “Desafios da prática do Canto de Coral em Tempos de
Pandemia” com Bianca Almeida

Quando: domingo (27), às 18h_

exibição: No canal de Youtube do (DMTV) e Facebook
do jornal Diário da Manhã e Coral Solo.

 

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