Papa pede resposta a imigrantes cubanos presos na América Central
Redação DM
Publicado em 27 de dezembro de 2015 às 07:55 | Atualizado há 11 anosCIDADE DO VATICANO — Depois do tradicional discuso tradicional do Angelus na Praça de São Pedro, o Papa Francisco fez um apelo pela generosidade com os imigrantes cubanos que “se encontram em dificuldades na América Central”. O pontífice ressaltou que muitos cubanos são vítimas de traficantes humanos e pediu aos governos da região que encontrem solução para o drama humano.
Milhares de cidadãos deixaram a ilha com medo de que a retomada dos laços diplomáticos com os EUA poderia acabar com os privilégios especiais de imigrantes em solo americano. Desde novembro, cerca de oito mil cubanos foram presos na Costa Rica, após a Nicarágua começar a rejeitar a entrada de imigrantes. Além disso, na semana passada o governo costa-riquenho parou de dar aos vistos de turistas.
Mais cedo, o papa pediu às famílias cristãs que exerçam o perdão. A mensagem foi feita na tradicional missa da festa da Sagrada Família celebrada na Basílica de São Pedro.
— Que neste ano da Misericórdia, cada família cristã possa ser um lugar privilegiado de peregrinação na qual se experimenta a alegria. O sieo da da família é o lugar onde somos educados para perdoar, porque se tem a certeza de ser compreendido e apoiado apesar dos erros que podem ser cometidos — disse Francisco.
A celebração, a última de grande importância em 2015, ocorreu sob fortes medidas de segurança por parte das autoridades italianas, que multiplicaram os controles das intermediações da Praça São Pedro.
Há dois dias, em sua mensagem de Natal, o pontífice expressou apoio aos esforços de paz na Síria e na Líbia, ao mesmo tempo em que pediu bênçãos para as pessoas e Estados que recebem imigrantes. Francisco também condenou os “atos terroristas atrozes” dos últimos meses e pediu acordos internacionais para “calar o barulho das armas na Síria”.
No discurso natalino, a paz foi uma das palavras mais repetidas, depois de um ano marcado pela ameaça jihadista.
— Onde nasce Deus, nasce a paz. E donde nasce a paz, não há lugar para o ódio, nem para a guerra. No entanto, justamente onde o Filho de Deus veio ao mundo, continuam as tensões e as violências, e a paz fica como um dom que se deve pedir e construir — disse o papa.
Francisco se referia à cidade de Belém, na Cisjordânia, onde segundo a tradição cristã a Virgem Maria deu à luz Jesus.