Papa se reúne com vítimas de abusos sexuais do clero
Redação DM
Publicado em 17 de setembro de 2016 às 03:54 | Atualizado há 10 anosO papa Francisco se reuniu com duas vítimas de abusos sexuais de religiosos no Vaticano , informou o padre Hans Zollner, responsável pela Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores. A informação é da Agência Ansa. A notícia foi divulgada pela Rádio Vaticano e o encontro marcou o fim da semana de reunião do grupo instituído pelo próprio Pontífice para debater os relatos de abusos do clero.
De acordo com Zollner, as duas mulheres presentearam o Pontífice com dois livros Giulia e il Lupo, que conta a experiência de uma menina abusada por um padre na Itália, e Vorrei risorgere dalle mie ferite, que conta a história de mulheres consagradas, ou seja, de ordens religiosas, e que também foram vítimas de abusos de sacerdotes.
“O Papa, daquilo que me falaram as duas mulheres, ficou muito impressionado e disse que quer seguir de perto também esses casos”, disse o padre à Rádio Vaticano.
Além de comentar o encontro, Zollner destacou os principais pontos debatidos pela Pontifícia Comissão. Segundo o religioso, haverá a criação de um dia específico de orações pelas vítimas de abusos, a criação de um “documento guia” sobre o tema para as Conferências Episcopais e a publicação de um site da Comissão.
“Pontífice se comprometeu com diálogos de paz”
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que o papa Francisco está comprometido com o diálogo entre opositores e chavistas, a fim de buscar uma solução para a severa crise política que assola o país. As informações são da Agência Ansa.
Segundo Maduro, Francisco revelou sua vontade em uma carta entregue ao presidente da União das Nações Sul-americanas (Unasul), Ernesto Samper, com quem ele se reuniu no Palácio de Miraflores, em Caracas.
“Agradeço ao papa pelas palavras que expressou neste comunicado entregue pelo ex-presidente [da Colômbia] Samper. O Pontífice se comprometeu com os diálogos de paz”, explicou Maduro.
Oposição
Ainda durante seu programa televisivo semanal, o líder venezuelano explicou que foram realizadas recentemente importantes conversas entre chavistas e opositores.
“Esses diálogos necessários ocorreram porque quero a paz para a Venezuela, a tranquilidade, a reconciliação e a participação política, sem ameaças de ódio”, concluiu.
Maduro é acusado pela oposição de má administração. Atualmente, o país passa por uma séria crise política e econômica. A Venezuela sofre com uma inflação galopante (a maior da América Latina), acompanhada de uma crise produtiva, problemas de distribuição de produtos de primeira necessidade, mercado afetado por medidas de restrição e regulamentação.