Para usar com moderação
Redação DM
Publicado em 31 de janeiro de 2022 às 13:43 | Atualizado há 4 anos
A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda que apenas 5% do total de calorias ingeridas ao dia venham do açúcar, o que daria em média 25g ao dia, ou seis colheres (chá). Por outro lado, em pesquisa encomendada pelo WWF Vigilantes do Peso, em parceria com a Opinion Box, pelo menos 37% dos brasileiros ultrapassam essa quantidade todos os dias.
De acordo com a nutricionista Clara Sugizaki, o exagero dessa substância, que é quimicamente conhecida como sacarose e composta por carboidratos, pode ser nocivo para a saúde. “O uso excessivo aumenta o risco de cárie dentária, obesidade, diabetes e de várias outras doenças crônicas não transmissíveis”, conta a nutricionista.
Clara esclarece ainda que os alimentos que contém o composto e fazem mal à saúde, são aqueles ultraprocessados. Ou seja, as formulações industriais, que muitas vezes nem são açucaradas. “São alimentos como: biscoito recheado, macarrão instantâneo, pós para refrescos, misturas para bolo, sopas em pó, cereais, matinais, barras de cereal, bebidas energéticas, refrigerantes”, cita.
Segundo ela, as substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivadas de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas, como petróleo e carvão (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para dotar os produtos de propriedades sensoriais atraentes) são prejudiciais à saúde.
De acordo com Clara Sugizaki, se utilizado com moderação em preparações culinárias com base em alimentos in natura ou minimamente processados, o açúcar pode ser um aliado culinário. “Contribui para diversificar e tornar mais saborosa a alimentação sem que fique nutricionalmente desbalanceada”, explica.
Pode ou não
Contendo em apenas uma lata cerca de 10 colheres de sopa de açúcar, os refrigerantes – com ou sem açúcar e de todos os sabores – devem ser evitados ainda por estar entre as bebidas ultraprocessadas, citadas por Clara.
“Nós devemos fazer da base da nossa alimentação os alimentos in natura ou minimamente processados, que são aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais e sofrem alterações mínimas como processos de limpeza ou remoção de partes não comestíveis. São exemplos de alimentos in natura, hortaliças, leite, ovos”, completa.
Já em relação às frutas, por serem dotadas de frutose, um açúcar natural, a nutricionista diz que são alimentos in natura, que devem compor a base da nossa alimentação. Porém faz uma ressalva: “O açúcar que as frutas contêm não é um ingrediente culinário e como o Guia Alimentar para população brasileira do Ministério da Saúde, deve ser utilizado com moderação”