Cotidiano

Pastrana critica acordo e deixa comissão de paz com Farc

Redação DM

Publicado em 15 de outubro de 2015 às 05:31 | Atualizado há 11 anos

BOGOTÁ – O ex-presidente colombiano Andrés Pastrana decidiu renunciar a sua posição na comissão especial de paz dedicada a tentar solucionar o conflito com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Em uma carta ao atual mandatário, Juan Manuel Santos, Pastrana acusa o governo de ceder à guerrilha pontos-chave que impedem uma justiça para vítimas do conflito.

“O comunicado que resume vagamente os pontos do acordo entre os advogados das partes é a maior concessão conseguida pelas Farc após admitir o narcotráfico como delito conectado a seus ideais. Após cinco anos de negociações em havana, em apenas 50 horas as Farc conseguiram seu ‘projeto de justiça’”, criticou em carta.

Segundo Pastrana, a comissão especial criada para julgar acusados de cometer crimes acabará se colocando acima do Poder Judiciário, provocando uma “lei especial de poderes ditatoriais para o governo”.

“Como cidadão, não posso dar um cheque em branco por um acordo clandestino apressado cujos esboços deixam sombras de dúvida sobre a separação de poderes e a ordem constitucional”, afirmou.

Apesar de ser de oposição a Santos, Pastrana se uniu a outros nomes de importância no cenário político para tentar chegar a uma solução para dar fim aos mais de 50 anos de conflito com a guerrilha.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia