Pesquisa aponta que 95% dos goianos têm interesse em swing
Léo Carvalho
Publicado em 29 de julho de 2026 às 15:15 | Atualizado há 33 minutos
Uma pesquisa do Sexlog, plataforma que se apresenta como a maior rede social adulta da América Latina, aponta que o interesse pela prática do swing é elevado entre os goianos. Segundo o levantamento, 95% dos entrevistados no Estado demonstram algum nível de interesse pela troca consensual de casais, percentual superior ao observado em âmbito nacional.
Os dados mostram que 26,5% dos participantes em Goiás afirmam praticar swing atualmente, índice praticamente igual à média brasileira, de 26,4%. Outros 30,4% disseram já ter experimentado a prática ao menos uma vez, enquanto 38,1% afirmaram nunca ter participado, mas demonstram curiosidade sobre o tema.
Somando praticantes, pessoas que já tiveram a experiência e curiosos, o levantamento indica que o interesse pelo universo liberal alcança praticamente toda a amostra goiana.
Entre os participantes do estado, os homens representam 75,5% dos respondentes, enquanto as mulheres correspondem a 19,8%. A faixa etária predominante é de 35 a 44 anos.

Novidade e fantasia lideram motivações
Questionados sobre os principais motivos para experimentar o swing, os entrevistados goianos apontaram a busca por novidade e aventura como principal atrativo, com 20,1% das respostas. Em seguida aparece a realização de fantasias, mencionada por 15,3%.
Já entre os fatores que dificultam a adesão à prática, o medo do julgamento social lidera, citado por 15% dos respondentes. O ciúme aparece logo atrás, com 14,2%, enquanto a religião foi mencionada por 4,1%.
Outro dado mostra que 82,6% dos entrevistados em Goiás acreditam que a sociedade brasileira está mais aberta ao tema atualmente, percentual superior à média nacional, de 80,4%.
Relações e diálogo
A pesquisa também avaliou como os participantes percebem os impactos do swing nos relacionamentos. Em Goiás, a prática recebeu nota média de 3,24 em uma escala de 1 a 5 quanto aos efeitos positivos sobre a relação, acima da média nacional, de 3,16.
O nível de conforto para conversar sobre o assunto com o parceiro foi de 3,14 pontos, exatamente a mesma média registrada no restante do país.
Quando perguntados sobre o que ainda falta para tornar o tema menos cercado por preconceitos, 65,5% dos goianos apontaram a necessidade de conversas mais abertas sobre sexualidade. Outros 37,2% defenderam maior investimento em educação sexual.
Entre os entrevistados goianos, 54,3% preferem encontros presenciais para vivenciar a prática. A frequência mais comum é esporádica, indicando que a troca de casais ocorre sem regularidade fixa para a maior parte dos praticantes.

Interesse cresce em todo o Brasil
O levantamento nacional mostra que sete em cada dez brasileiros já consideraram experimentar o swing em algum momento da vida. Segundo a pesquisa, 41,8% afirmam ter curiosidade sobre a prática, 28,8% já participaram pelo menos uma vez e 26,4% dizem praticá-la atualmente.
Entre quem integra a comunidade liberal, 31% afirmam que a experiência trouxe impacto extremamente positivo para o relacionamento.
A pesquisa também contesta alguns estereótipos relacionados ao tema. Proporcionalmente, Roraima lidera o ranking nacional de praticantes ativos, com 35,7%, seguido pelo Rio Grande do Norte (32,1%) e pela Bahia (31,6%).
Outro dado revela que, apesar de muitos acreditarem que a Geração Y (pessoas nascidas entre 1981 e 1996) concentra a maior parte dos praticantes, o maior índice efetivo está entre pessoas de 55 a 64 anos. Nessa faixa etária, 28,4% afirmam praticar a troca de casais.
Como o swing aparece nos estados
Os números da pesquisa Sexlog ainda mostram perfis diferentes entre as regiões, mas revelam um ponto em comum: em todos esses locais existe uma parcela significativa de pessoas que já pratica, já experimentou ou demonstra interesse pela troca de casais.
Na Bahia, 31,6% dos entrevistados afirmam ser praticantes ativos de swing, um dos maiores índices do país e cerca de cinco pontos acima da média nacional, que é de 26,4%. O estado também se destaca pela sociabilidade. Para 19,9% dos respondentes, a conexão com outras pessoas é o principal atrativo da prática, percentual seis pontos acima da média brasileira.
No Maranhão, 86,5% dos participantes afirmam perceber que a sociedade brasileira está mais aberta ao swing, índice seis pontos acima da média nacional. O medo de julgamento aparece abaixo da média brasileira, com 13,5% das respostas contra 15,1% no país. Entre os principais atrativos para os maranhenses estão a novidade e a aventura.
No Rio de Janeiro, a prática efetiva aparece com destaque entre os destinos do Swingaço. O estado registra 29,7% de praticantes ativos e 31,9% de pessoas que já experimentaram ao menos uma vez. Somados, mais de 61% dos cariocas participantes da pesquisa já tiveram contato com a experiência. O Rio também apresenta maior regularidade entre os destinos analisados, com a frequência mensal sendo a mais citada, por 33,8%.
Em São Paulo, a pesquisa aponta um cenário de contraste. A maior base de respondentes mostra que 30,8% já experimentaram o swing pelo menos uma vez, percentual acima da média nacional. Porém, o número de praticantes ativos é de 24,4%, abaixo da média brasileira.
No Distrito Federal, 32,9% dos entrevistados afirmam já ter experimentado a prática, o maior índice de conversão entre os destinos analisados, quatro pontos acima da média nacional. Brasília também apresenta o segundo maior índice de medo de julgamento, citado por 17,1% dos participantes, além da maior percepção de influência religiosa como obstáculo cultural, apontada por 27,2%.
Em Santa Catarina, o destaque está no público interessado que ainda não teve a experiência. O estado registra 44,6% de curiosos que nunca experimentaram a prática, maior índice entre os destinos do Swingaço. A frequência mensal aparece como a mais citada, com 31,1%, indicando um público regular e engajado. Florianópolis também apresenta a maior proporção de relacionamentos abertos entre as cidades analisadas, com 5,9%.
