Cotidiano

PF investiga empresa usada por amigo de Lula

Redação DM

Publicado em 20 de outubro de 2015 às 23:10 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO. A força-tarefa da Polícia Federal investiga se o empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, usou notas frias para receber propina de negócios vinculados à Petrobras. O lobista Fernando Soares, o Baiano, afirmou ter sido depositado cerca de R$ 2 milhões na conta da empresa São Fernando, de aluguel de equipamentos, indicada por Bumlai para receber a propina. A São Fernando, segundo ele, estaria em nome do empresário ou do filho dele. O depósito, segundo Soares, foi feito por uma terceira empresa, que lhe devia dinheiro com a emissão de nota fiscal fictícia. Para justificar o pagamento, teria sido feito um contrato de locação de equipamentos.

De acordo com Baiano, o dinheiro foi pedido por Bumlai como antecipação do pagamento de propina da empresa OSX para resolver o problema de uma das noras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Inicialmente, o empresário teria lhe pedido R$ 3 milhões, mas o lobista disse que comprometeu-se em ajudar com R$ 2 milhões. Segundo Baiano, ele não pediu qualquer valor à OSX, pois não havia sido fechado nenhum negócio com a Sete Brasil. A contratação da OSX pela Sete Brasil, afirmou, acabou não ocorrendo.

Ao pedir o dinheiro a Baiano, Bumlai afirmou que estaria sendo “pressionado” a resolver o problema da nora do ex-presidente Lula.

O lobista afirmou que o pagamento teria sido feito por transferência bancária por uma das empresas contratadas para fazer o estaleiro da OSX ou da LLX, duas companhias do empresário Eike Batista. A transferênciae teria ficado pouco abaixo de R$ 2 milhões.

Baiano afirmou que procurou Bumlai para que ajudasse a intermediar negócios entre a OSX e a Sete Brasil porque sabia da proximidade dele com o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que havia indicado para a Sete Brasil José Carlos Ferraz.

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