Polícia divulga vídeo de suspeito que enviou explosivo para advogado
Redação DM
Publicado em 21 de setembro de 2016 às 16:04 | Atualizado há 10 anosNa tentativa de encontrar suspeito de enviar caixa com explosivos a advogado, em seu escritório em Goiânia, em julho deste ano, Polícia Civil divulgou ontem, 20, um vídeo que mostra o homem que mandou o artefato que acabou explodindo nas mãos do advogado Walmir Oliveira da Cunha, de 37 anos, e o deixou com serias lesões.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Waldemir Pereira da Silva, titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) o crime foi praticado por um profissional, havendo a suspeita ter um policial envolvido no atentado.
“Há suspeita porque foi utilizado um artefato exclusivo, não é qualquer pessoa que consegue fazer uma bomba daquele tipo e o crime foi muito bem planejado. Não foi uma bomba caseira, foi uma bomba com alto poder explosivo, feita para matar. A intenção da pessoa que enviou erra de matar. Suspeitamos que tenha sido um policial, mas não temos prova, essa pessoa sabe como evitar ser pego”, declara.
As imagens do vídeo mostram o suspeito caminhando pela calçada indo ao encontro do motociclista que fez a entrega do embrulho ao advogado, o qual, revelou o delegado, teve participação no crime descartada. Waldemir acrescentou que o crime passional está praticamente descartado, mencionando que a polícia entende que no momento da investigação tudo indica que o atentado foi contra o exercício da advocacia, do trabalho desenvolvido pelo advogado.
“Ele (o suspeito) usou boné, usou óculos, camisa abotoada até a mão, evitava olhar para as câmeras de vigilância, quando não tinha jeito ele olhava para baixo, no braço dele tinha uma talha um mobilizador, não sabemos se ele estava doente ou sou para confundir. Pelo modo da ação do crime sabe-se que foi praticado por um profissional da área. A pessoa sabia o que estava fazendo elaborou de forma que não deixaria provas, pistas”.
O delegado observou que o advogado só sobreviveu porque ao perceber que era uma bomba teria afastado o artefato do peito, mas esse explodiu em seguida. “Se tivesse explodido próximo ao peito dele não teria sobrevivido, é tanto que o estrago foi grande no escritório”.
Motivação do crime
Com base em esclarecimento do delegado Walmir Cunha que trabalha na área agrária, empresarial e familiar, contudo não apuraram ainda de qual dessas áreas de atuação pode ter partido o desafeto. “Não conseguiu apurar isso ainda, mas tudo indica que uma parte contrariada em perder uma determinada ação possa ter mandado a bomba como forma de vingança”.
O delegado acrescentou que a investigação é bastante complexa e não tem como determinar um prazo para finalização do inquérito. “A gente divulgou um vídeo da pessoa transportando a bomba e nosso interesse é que a sociedade, caso alguém identifique a pessoa ligue no 197 para fazer a denúncia” concluiu. Walmir Cunha sofreu várias lesões com a explosão e perdeu a parte da mão. O advogado já foi submetido oito cirurgias e está se preparando para a nona.