Cotidiano

População cobra patrulhamento no setor Universitário; vídeo flagra criminosos em ação

Redação DM

Publicado em 19 de junho de 2016 às 11:50 | Atualizado há 10 anos

Tom Carlos

A fata de policiamento no Setor Universitário tem incomodado os moradores. Um grupo de residentes foi até o jornal Diário da Manhã, localizado no bairro, para cobrar mais policiamento na região. Conforme os populares, é raro um carro de polícia passar nas ruas que frequentam.

“A cracolândia é aqui perto, próximo da antiga Esefego. De noite, não existe nenhum policial por perto. Pedimos um no mês passado e nenhum apareceu. É absurdo, pois pagamos impostos caros, IPTU caro, IPVA caro, ISTI caro. E não conseguem colocar um policial no bairro? Se realizarmos uma vaquinha nós mesmos pagamos um segurança. Assim, é melhor privatizar os serviços, pois o Universitário é estratégico, tem universidades, muitos estudantes, órgãos de governo”, diz Antônio Carlos de Freitas, residente nas proximidades do SESI.

A moradora Elisa Mesquita diz que no sábado, 18/6, ocorreu um assalto na região. Câmeras de segurança de uma residência registraram o crime. As imagens circulam na internet e imprensa.

No vídeo, duas pessoas chegam de moto, abordam uma mulher e depois a revistam. O crime teria ocorrido neste sábado na Rua 222.

A sequência de crimes é tão comum no bairro que os moradores preferem aumentar as “cifras negras” e não denunciar.  Na linguagem técnica, “cifras negras” são delitos que ocorrem e a população opta em não denunciar, por não acreditar que a polícia resolverá o problema.

DEPLORÁVEL

Conforme a Polícia Militar e a Central de Flagrantes da Polícia Civil, o crime flagrado no vídeo não foi relatado, o que significa que ele sequer vai para as estatísticas divulgadas pelos órgãos de segurança.

A cena do crime é deplorável: mostra a ação criminosa sem nenhum pudor dos criminosos. Conforme os moradores, denunciar é perda de tempo.  “O Universitário tem piorado muito. E não sei dizer o motivo, talvez falta de polícia, passagem de mais criminosos”, diz o empresário José Mesquita.

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