Cotidiano

Raio-x da intolerância nas redes

Redação DM

Publicado em 15 de agosto de 2016 às 13:07 | Atualizado há 1 ano

A plataforma digital Comunica Que Muda realizou uma sondagem nas redes sociais através do software de monitoramento Torabit e concluiu que a intolerância de maior audiência no Brasil é a política. Pelo menos no atual momento do país, envolto em diversas discussões públicas, a política é o tema que mais provoca polêmicas.

Conforme o estudo, no universo analisado, a política teve quase 220 mil menções – quatro vezes a mais do que o segundo tema.

O estudo foi realizado entre abril e junho e monitorou a internet em busca de intolerância, em relação a aparência, classes sociais, deficiências, homofobia, misoginia, política, idade, raça, religião e xenofobia.

O relatório final da pesquisa indica que dez tipos principais de intolerâncias. No total, foram analisadas 393.284 menções feitas por internautas de todo o país em redes como Facebook, Twitter e Instagram, além de páginas de blogs e comentários de sites da internet.  

Expressões como cabelo ruim, gordo, vagabundo, retardado mental, boiola, malcomida, golpista, velho e nega predominam as nuvens de palavras encontradas em posts que revelam todo tipo de intransigência ao outro.

TIMELINE

Depois das expressões políticas, segundo a pesquisa, misoginia aparece em segundo lugar com 50 mil menções. Depois, preconceitos referentes à deficiência, aparência e raça surgem nas timelines dos brasileiros.

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Quando se mede a proporção de menções ao número de habitantes, o Distrito Federal lidera o ranking de ataques no universo desterritorializado.

Em termos de quantidade, Rio de Janeiro apresenta maior volume de postagens intolerantes. São Paulo e Minas Gerais aparecem na sequência.

As violências são comuns na rede tanto com anônimos quanto com pessoas famosas, caso da jornalista Maria Júlia Coutinho, que apresenta informações sobre o tempo na rede Globo, chama, dentre outras agressões, de “preta imunda”.  

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