Cotidiano

Rato morto e produtos vencidos: polícia interdita supermercado e fábrica clandestina em Goiânia

Redação

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 20:25 | Atualizado há 5 meses

No supermercado ligado ao grupo, os agentes localizaram um rato morto dentro do depósito
No supermercado ligado ao grupo, os agentes localizaram um rato morto dentro do depósito

A Polícia Civil de Goiás interditou, nesta quinta-feira (15/01), um supermercado e uma fábrica clandestina de temperos no setor Pedro Ludovico, em Goiânia. A ação integra mais uma fase da Operação Olho Vivo e contou com apoio da Vigilância Sanitária Municipal. Os locais pertencem ao mesmo grupo econômico investigado por crimes contra o consumidor.

No espaço usado para a produção de temperos, a fiscalização encontrou um ambiente insalubre, com equipamentos enferrujados, infiltrações, mofo nas paredes e ausência total de equipamentos de proteção individual. A fábrica não possuía registro sanitário nem cadastro fiscal, o que caracteriza funcionamento totalmente irregular.

Diante das condições encontradas, a Vigilância Sanitária determinou a inutilização imediata de cerca de 400 quilos de insumos fabricados sem qualquer autorização. Também foram apreendidos rótulos de três empresas diferentes, o que indiciou fraude na identificação e na origem dos produtos comercializados.

No supermercado ligado ao grupo, os agentes localizaram um rato morto dentro do depósito. Além disso, mercadorias vencidas, algumas com validade expirada desde 2023, estavam armazenadas junto a produtos próprios para venda.

Ao todo, aproximadamente 700 quilos de alimentos vencidos, entre molhos, azeitonas e chocolates, além de outros 300 quilos de insumos impróprios ao consumo, foram retirados do mercado para evitar riscos à saúde da população.

Segundo a Decon, os temperos produzidos de forma clandestina eram embalados com rótulos de marcas sem autorização legal. Os responsáveis foram conduzidos à delegacia e vão responder por falsificação, adulteração de substância alimentícia e venda de produto nocivo à saúde. Há suspeita de distribuição desses alimentos para outras regiões da capital.

Os dois estabelecimentos permanecem interditados por tempo indeterminado. A liberação só ocorrerá após a comprovação de adequação às normas sanitárias. Amostras dos produtos apreendidos seguem para perícia, enquanto as investigações continuam.

Foto: PCGO


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