Roubo, furto e pessoas desaparecidas são as principais ocorrências de Copacabana
Redação DM
Publicado em 31 de dezembro de 2015 às 23:20 | Atualizado há 11 anosRoubo, furto e pessoas desaparecidas são as principais ocorrências registradas na delegacia de Copacabana após a virada de ano na orla. Segundo a delegada-adjunta Thaiane Moraes, até as 8h desta sexta-feira, foram registrados 133 boletins de ocorrências na 12ª DP. Durante o réveillon, houve sete flagrantes, com nove pessoas presas por roubo.
– Por enquanto, não recebemos nenhum crime violento. Mas desde a madrugada, não para de chegar gente. Mas o atendimento está rápido, com espera de 20 minutos no máximo. – afirmou a delegado.
Na 13ª DP, cerca de 20 BOs foram registrados. Já na Delegacia Especial de Atendimento a Pessoas da Terceira Idade (DEAPTI), que está recebendo ocorrências envolvendo menores infratores, houve ao menos quatro flagrantes.
O conferente Alexandre Rogério da Silva, de 44 anos, veio de São Paulo para assistir à queima de fogos em Copacabana com a esposa pela primeira vez. Ele teve o celular roubado por um adolescente pouco antes da meia noite, perto do palco principal, em frente ao Hotel Copacabana Palace, e criticou o policiamento.
– Havia bastante policiais, mas muitos não iam aos locais onde estava tendo os assaltos. Pegaram o celular da minha mão e saíram correndo. Pedimos auxílio, e o policial disse que não poderia sair da posição dele, porque o comandante não autoriza. Vi os rapazes que nos roubaram pegando outros celulares de outras pessoas e entregando a uma mulher, que ficava tirando fotos com os aparelhos roubados na cara dos policiais. Um absurdo! – reclamou
Outro dois casais que estavam na delegacia para fazer a ocorrência também relataram que foram roubados e furtados no mesmo local, próximo ao palco.
O mecânico Marcio de Souza, de 37 anos, está na busca de seu filho de 13 anos, que desapareceu por volta das 5h, entre os postos 3 e 4.
– Estou preocupado. Ele não conhece nada daqui e está sem dinheiro. Vou dar mais uma caminhada na orla para ver se consigo encontrá-lo – disse Márcio, com lágrimas nos olhos.