Cotidiano

Santos pede que Jobim seja chefe da missão da Unasul na Venezuela

Redação DM

Publicado em 25 de outubro de 2015 às 08:20 | Atualizado há 11 anos

BOGOTÁ — O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu para o governo venezuelano autorizar o quanto antes o brasileiro Nelson Jobim como chefe da missão da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) para as eleições de dezembro no país, informou a agência EFE.

— Me atreveria a solicitar respeitosamente ao governo venezuelano que por favor autorize o mais breve possível o chefe da missão que foi sugerido, o ex-ministro brasileiro Nelson Jobim — disse Santos no sábado no encerramento do evento “Paz e Democracia” em Bogotá.

Na terça-feira, apesar de muita negociação entre os governos brasileiro e venezuelano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou que não irá mais participar da missão de observação da entidade sul-americana na Venezuela. A decisão foi tomada depois que o governo do presidente Nicolás Maduro vetou o nome de Jobim como chefe da missão. Reconhecido mundialmente pela eficiência na logística de votações, especialmente pela urna eletrônica, o Brasil costuma ser convidado para participar como observador de eleições em vários países, inclusive prestando consultoria no setor.

Segundo fontes da diplomacia brasileira, o veto a Jobim não foi o único fator que motivou a desistência do TSE. O tribunal queria escolher livremente as seções eleitorais onde observaria a votação. O governo de Maduro discordou da proposta: queria limitar a presença dos observadores brasileiros a zonas eleitorais específicas. A Venezuela também discordou da condição imposta pelo TSE de emitir um parecer sobre as eleições depois que o processo fosse encerrado. O governo venezuelano se recusou, inclusive, a chamar os observadores com esse nome: queria que fossem “acompanhantes”.

Diante da medida da confusão, Santos decidiu respaldar Jobim como chefe da missão, alegando que “dá garantias” ao processo eleitoral na Venezuela.

— Se não for uma observação eleitoral que gere credibilidade e garantias suficientes, à Colômbia e à alguns dos demais países ficaria muito difícil participar dessas eleições — apontou Santos, ressaltando que a região só “ganha” com a participação de uma missão confiável.

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