Cotidiano

Senador tucano dispara contra colega petista: ‘Fascista é a p*** que pariu’

Redação DM

Publicado em 8 de março de 2016 às 13:55 | Atualizado há 10 anos

Os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Lindbergh Farias (PT-RJ) trocaram  acusações na última segunda-feira (7), depois do petista ter chamado a decisão do juiz Sérgio Moro que autorizou a condução coercitiva do ex-presidente na sexta-feira (5) de “ilegal”. Lindbergh, que chegou a acusar a Operação Lava Jato de proteger os tucanos, disse que o PSDB “nunca gostou de investigação no Brasil” e disse que Geraldo Brindeiro, chefe do Ministério Público Federal no governo FHC era chamado de “engavetador-geral”.

Os senadores pró-governo e da oposição, principalmente tucanos, tiveram debates acalorados em plenário. Até palavrões foram ouvidos nas discussões entre os políticos. Os petistas reclamaram da arbitrariedade na ação contra o ex-presidente e os oposicionistas argumentaram que a medida contou com respaldo judicial e que ninguém está acima da lei.

“Botou o Brindeiro lá”, rebateu Lindbergh, ao citar que 48 operações ocorreram no governo FHC em oito anos. “Não havia uma organização criminosa comandando o Brasil, senador Lindbergh”, disse o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB). “Ah, que conversa, eu conheço vocês”, disse o petista em tom de ironia.

Da tribuna, Lindbergh atacou falando sobre os escândalos de corrupção que envolveram governos do PSDB. Foram citados episódios como o da máfia das merendas e o do cartel dos metrôs em São Paulo, chamando-os de “merendão” e “trensalão”.  “O senhor é um fanático. É um fanático caluniador. Essa que é a verdade”, acusou Aloysio. “Discurso estercorário da tribuna. Está sujando a tribuna do Senado”, disse.

Cássio Cunha Lima pediu ao petista que tenha respeito pela trajetória dele de “cara pintada para não se transformar num cara lavada”. O senador Lindbergh reclamou ainda do que considera como partidarização das ações da Lava Jato ao insinuar que suspeitas em delações premiadas contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), não estariam sendo investigadas.

O petista cobrou que o juiz Sérgio Moro obedeça a lei. “Olha, eu já disse: nós somos democratas, vamos resistir nas ruas; mas esse achincalhamento que querem fazer contra o nosso presidente Lula, contra a democracia brasileira, nós não vamos aceitar.”

Em outro momento, o senador do PT acusou o PSDB de ter se aliado a “grupelhos fascistas” e de estar junto ao do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Ele disse ainda que os petistas não estão se “armando” para os manifestos de rua marcados para o domingo (13). Cássio Cunha Lima rebateu dizendo:  “E Vossa Excelência é colado com Collor”, em referência ao ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PTB-AL), ao qual Lindbergh protestou pela sua saída, mas hoje é aliado do governo Dilma. “O senador Cássio está mentindo. Você sabe que eu e Collor, aqui, a gente mal se cumprimenta”, respondeu.

Os ânimos durante a discussão chegaram ao ponto em que o líder do PSDB falou fora do microfone – embora o áudio tenha saído. “Fascista é a p. que pariu”, disse. O líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PA) pediu que a “baixaria” que o tucano havia dito fosse retirada dos anais. O pedido foi atendido pela Menas Diretora.

 


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