Sindsaúde anuncia paralisação por greve
Redação DM
Publicado em 11 de abril de 2015 às 03:20 | Atualizado há 11 anosFoi anunciado, na manhã de ontem, que o Comando de Greve da Saúde definiu, em reunião, a paralisação dos servidores municipais da saúde na próxima segunda-feira, 13. A greve será por tempo indeterminado no intuito de fazer com que Prefeitura de Goiânia estabeleça diálogo com os líderes dos trabalhadores no sentido de viabilizar as principais reivindicações dos trabalhadores.
Os servidores reclamam que já houveram diversas promessas, porém nada de concreto foi feito no intuito de melhorar as condições de trabalho. Conforme o movimento grevista, a pauta de reivindicações é a seguinte: “A Prefeitura de Goiânia não oferece às mínimas condições de trabalho e de assistência ao usuário do SUS; não respeita o Plano de Carreiras, Cargos e Vencimentos (PCCV); não paga a Data-base com a retroatividade e desrespeita a lei federal que determina o pagamento do Piso Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e de Combate às Endemias (ACE). A correção do Adicional de Insalubridade; Auxílio-movimentação; Alimentação e o abono especial também são reivindicações legítimas da categoria; pagamento do piso nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e de Combate às Endemias (ACE) que é estabelecido por uma lei federal no valor de R$ 1.014.” define o informe.
Suspensão
Conforme estabelecido na assembleia geral e acordado com o comando de greve, todo o serviço que não seja considerado de urgência e emergência será suspenso.
As unidades de urgência e emergência que permanecerão em atendimento serão Upa’s, Maternidade Dona Iris, Samu, Pronto Socorro Wassily Chuc e Cais 24 horas. Mas nos Cais serão mantidos apenas os atendimentos de urgência e emergência, no ambulatório, exames e procedimentos serão suspensos.
A estimativa do Sindsaúde é que cerca de 10 mil profissionais da Saúde paralisem os trabalhos por tempo indeterminado. A presidente do Sindsaúde reafirma a insatisfação da categoria. “A Saúde de Goiânia está doente e carece do respeito do prefeito e dos vereadores. Garantir os direitos daqueles que trabalham pela vida é a única saída para evitar um caos ainda maior na Saúde.”