Suspeita de motim desencadeou operação nos dois maiores presídios de Goiás
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 22 de abril de 2026 às 16:00 | Atualizado há 3 meses
Durante a operação, internos foram enfileirados enquanto policiais vistoriavam as celas | Foto: Reprodução
A Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia (CPP) e a Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG) integram o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Ambas foram alvo de uma megaoperação da Polícia Penal na última terça-feira (21). A ação foi desencadeada após o setor de inteligência identificar indícios de uma possível articulação de motim dentro das unidades. Juntas, essas unidades abrigam atualmente quase cinco mil detentos.
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De acordo com a corporação, equipes especializadas entraram simultaneamente nos dois presídios ainda durante a madrugada. Os internos foram retirados das celas, organizados em filas e levados aos pátios, enquanto os policiais realizavam uma varredura completa nas estruturas. Todas as celas passaram por revista detalhada.
Durante as buscas, materiais ilícitos como drogas e aparelhos celulares foram localizados, conforme informado pela Polícia Penal. A operação também foi registrada em vídeo pela corporação. Em uma das gravações, um agente questiona os detentos sobre a intenção de mudar de vida, recebendo resposta positiva em coro. Na sequência, ele reforça que não serão toleradas práticas irregulares ou condutas inadequadas dentro do sistema prisional goiano.
Segundo o diretor-geral da Polícia Penal, Josimar Pires Nicolau do Nascimento, a ação foi planejada após informações de inteligência apontarem que detentos ligados a facções criminosas estariam organizando possíveis movimentações internas. Entre essas movimentações estavam rebeliões ou motins. “Diante disso, mobilizamos todo o efetivo para demonstrar que o controle das unidades prisionais está sob responsabilidade do Estado”, afirmou.
Apesar de a revista não ter identificado irregularidades de grande porte, 18 detentos considerados lideranças de facções foram transferidos para unidades de segurança máxima em outros presídios. Eles também eram suspeitos de envolvimento na suposta articulação.