Cotidiano

Suspeitos confessam morte de casal em Anápolis, mas Justiça determina soltura

Redação Online

Publicado em 21 de outubro de 2026 às 12:05 | Atualizado há 46 minutos

Suspeitos admitem participação no crime, mas Justiça considera prisões ilegais | Foto: Portal 6
Suspeitos admitem participação no crime, mas Justiça considera prisões ilegais | Foto: Portal 6

Dois homens, de 20 e 28 anos, admitiram participação no assassinato de um casal em frente a uma adega de Anápolis. Os vídeos divulgados nesta semana mostram os investigados a relatar suas funções na ação criminosa. Em uma das gravações, o suspeito mais jovem afirmou que aceitou participar porque devia um favor a outras pessoas. Questionado sobre quem efetuou os disparos, respondeu: “Eu”.

O homem mais velho também reconheceu envolvimento no caso, mas afirmou que sua função foi conduzir a motocicleta utilizada na ação. Ao ser questionado por um policial sobre sua atuação, declarou: “Só fui na pilota. Só pilotei”.

Os dois investigados foram detidos pela Polícia Militar em Campo Limpo de Goiás, cerca de sete horas após o duplo homicídio. Apesar das prisões, ambos foram soltos na terça-feira (20/10), após decisão judicial que apontou falhas nos procedimentos adotados pelos policiais.

Na audiência de custódia, realizada na segunda-feira (19/10), o juiz Henrique Santos Magalhães Neubauer, da 3ª Vara Criminal de Anápolis, considerou que as circunstâncias das abordagens não atendiam às exigências legais para a manutenção das prisões em flagrante. O primeiro suspeito estava em um Fiat Palio branco e, naquele momento, não portava armas ou objetos que o vinculassem diretamente às mortes.

Os armamentos relacionados à investigação foram encontrados posteriormente em uma propriedade rural. Para o magistrado, ainda era necessário esclarecer a ligação entre essas armas e o homicídio. O juiz também questionou a entrada de policiais em imóveis aparentemente sem mandado judicial e apontou possíveis irregularidades na obtenção das confissões, sem concluir sobre a validade das declarações.

A decisão determinou a expedição dos alvarás de soltura, com a ressalva de que os investigados poderiam continuar presos caso existisse outro motivo legal. O magistrado também encaminhou os autos ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e à Corregedoria da Polícia Militar para apurar os procedimentos adotados e os relatos de agressões apresentados durante a audiência.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia