Cotidiano

Suspeitos do caso Martha Cosac são absolvidos

Redação DM

Publicado em 7 de junho de 2016 às 09:50 | Atualizado há 1 ano

Terminou em silêncio um dos julgamentos mais esperados do Estado de Goiás: após modificar o magistrado que  conduziria o Tribunal do Júri do rumoroso caso Martha Cosac, os suspeitos pelo crime conseguiram a tão esperada sentença absolutória.

O caso se arrastava há 20 anos nos tribunais.

O juiz Eduardo Pio Mascarenhas assumiu a  presidência do julgamento no lugar de Jesseir Coelho e leu nesta tarde, às 16h25, a sentença que livra o tenente-coronel Alessandri da Rocha Almeida e Frederico da Rocha Talone, suspeitos de matarem Martha Cosac e o sobrinho Henrique Talone, de qualquer espécie de pena.

 

Os assassinatos de Martha e Talone ocorreram em 1996 e tornou-se um fato rumoroso da história criminal de Goiás. Frederico chegou a se mudar para os Estados Unidos no curso do processo.

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O delito entrou para a lista dos crimes insolúveis do País devido à demora em se fazer justiça.

Ao pronunciar os réus, em 23 de março de 2010, Jesseir Coelho de Alcântara disse que a materialidade do delito estava comprovada.

A última tentativa de julgamento ocorreu no dia 15 de março deste ano e terminou em confusão, pois foi adiado de última hora.

A defesa dos suspeitos requereu a realização de exame de DNA em uma mancha de sangue encontrada em um cartão de crédito de Martha.

De acordo com Thales Jayme, advogado dos acusados, o material foi coletado em outubro de 1996, poucos meses depois do episódio. O pedido foi negado pela Justiça.

Um verbete do Wikipédia, a enciclopédia colaborativa, trata do caso na rede mundial de computadores: “O caso Martha Cosac foi um dos crimes que mais ganhou destaque na mídia e chocou o Estado de Goiás. Martha era empresária e parente dos políticos Lamis Cosac e Rubens Cosac, que foi deputado federal e presidente da Assembleia Legislativa do Estado”.

MORTE

Conforme a Polícia Civil, os assassinos da mulher e do menino de 11 anos deixaram poucas pistas materiais, como a faca cravada nas costas do garoto.

De acordo com o inquérito policial, Martha foi morta com violentos golpes de faca. Dentre as circunstâncias do crime, um fato chamou atenção: o carro da empresária foi roubado e abandonado próximo ao Lago das Rosas.

As duas vítimas foram encontradas no interior da confecção Última Página, no Setor Sul, em Goiânia, empresa de propriedade de Martha.

A mulher foi “encontrada nua, com vendas nos olhos e amordaçada”, diz o inquérito policial, repetido na denúncia realizada pelo Ministério Público.

O motivo do crime seria financeiro: no dia 7 de outubro de 1996, a empresária teria chegado de uma viagem e chamou Frederico da Rocha Talone na confecção, onde também era sua casa. Lutador de jiu-jitsu, ele foi também o contador da empresa.

Martha o convocou para se apresentar no outro dia, mas os suspeitos teriam ido às 23h.

Ao chegar na residência, eles foram convidados para que entrassem no local. Em seguida, diz a denúncia, aplicaram golpes e imobilizações na mulher. Por fim, a mataram para roubar um cheque já assinado de R$ 1,5 mil, cartões de crédito e de banco, carro, som, joias e dinheiro.

A criança só foi assassinada devido ao fato dela ter presenciado o crime.

A cena em que é encontrada com a arma cravada no corpo chocou os peritos goianos pela crueldade.

 

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