Taxistas protestam contra a falta de segurança
Redação DM
Publicado em 11 de abril de 2015 às 03:09 | Atualizado há 11 anosOs taxistas de Rio Verde realizaram um manifesto, na manhã de quinta-feira (9), contra a falta de segurança no exercício de sua profissão. Os taxistas se reuniram em frente ao Cristo, próximo à Rodoviária e seguiram pela Avenida Presidente Vargas, terminando o manifesto na Praça da Silveira Leão (Praça da Matriz) no centro da cidade. Só em uma semana quatro taxistas foram assaltados em Rio Verde, sendo que dois foram numa mesma tarde.
Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas do Sudoeste Goiano, Ildemar Rodrigues de Souza, o manifesto é a única forma de chamar a atenção das autoridades para a falta de segurança no exercício dessa profissão em Rio Verde. “Em nosso dia a dia como taxistas, estamos expostos ao risco de ser assaltados a qualquer momento, pois nem sempre reconhecemos se um passageiro é ou não um assaltante, mas quando contamos com o apoio da polícia, quando temos viaturas nas ruas ou quando há um trabalho ostensivo da polícia, esse risco é menor e trabalhamos mais seguros”, explica Ildemar.
O sr. Luiz Gomes Gouveia, 27 anos como taxista, se emociona ao relatar o terror vivido por ele durante um assalto na última semana. “Eram 18h de sábado, eu estava na Estação Rodoviária, quando dois rapazes me pediram para levá-los no Setor Maranata. Eu atendi e os conduzi até esse setor, quando num determinado ponto desse bairro um deles me pediu para contornar em uma rua, dizendo que havia errado o endereço; pediu-me para descer numa rua próxima ao cemitério São Sebastião, apontou para um local, próximo ao muro do cemitério e pediu que eu parasse ali. Quando parei um deles me sufocou, apertando meu pescoço por traz, enquanto o outro colocava uma faca no meu pescoço e dizia que se tratava de um assalto e que eu não reagisse senão seria morto. Eu não reagi, só perguntei o que queriam e eles pediram que eu passasse o dinheiro, celular e a chave do carro. Entreguei tudo, eles me pediram que eu saísse do veículo e arrancaram com o carro em direção indeterminada. Fiquei desesperado e fui em busca da polícia para fazer o Boletim de Ocorrência. Graças a Deus e a ajuda dos meus familiares consegui encontrar o meu carro intacto, na mesma noite, mas o medo e a insegurança até hoje me atormentam”, diz Gouveia com voz embargada.
Nesse mesmo dia, um colega do sr. Luiz também havia sido assaltado da mesma forma e no mesmo setor, só que Luiz não havia sido informado sobre o assalto. O que os taxistas alegam é que muitos desses assaltantes são reconhecidos através das câmeras de segurança da cidade e não são presos pela polícia local. Muitos acusam o governador de não tomar nenhuma iniciativa, apesar de já ser de seu conhecimento a situação por que passam esses profissionais em Rio Verde. “Não critico a polícia de Rio Verde, eles fazem o que podem, mas a culpa é mesmo do governador que não se interessa em aumentar o contingente policial, o número de viaturas e parece não querer nos dar uma resposta ou solução para tanta insegurança em nosso município”, diz ainda o taxista Luiz.