Cotidiano

Todas regiões de Goiânia têm áreas sujeitas à inundações

Redação DM

Publicado em 17 de fevereiro de 2022 às 13:47 | Atualizado há 4 anos

A tempestade que atingiu a cidade de Petrópolis (RJ) nesta terça-feira (15) causou deslizamentos, alagamentos, fortes enxurradas e danos irreparáveis: mais de 66 mortos. Com chuvas intensas desde o começo do ano, Goiânia é uma cidade que também pode causar perigo à população durante as tempestades. De acordo com dados da Defesa Civil, na Capital existem 99 pontos sujeitos a alagamentos e 27 áreas de risco.

Os pontos que podem sofrer com alagamentos, estão espalhados em praticamente todas as regiões da cidade. Entre os locais sujeitos ao problema estão locais, como: Rua 87, no Setor Sul; Avenida C, no Jardim América; Rua da Alegria, no Setor Perim; Avenida Anhanguera, no Setor Ferroviário; Rua Gabriel Henrique de Araújo, no Goiânia Viva; Avenida Feira de Santana, no Parque Amazonas.

Ruas do Setor Pedro Ludovico nas proximidades do Córrego Meia Ponte e a Avenida Feira de Santana no Parque Amazonas, são pontos em que alagamentos são recorrentes e já causaram situações de perigo. Foi no Setor Pedro Ludovico, por exemplo, que a uruguaia Luz Marina e seu marido Ediarley Ramos foram levados por uma enxurrada e ambos morreram. O corpo da uruguaia nunca foi encontrado. O casal tinha saído de casa de moto para comprar leite para os filhos.

Um estudo realizado pelas pesquisadoras Gislaine Cristina Luiz e Patrícia Romão, também listou alguns locais de Goiânia mais sujeitos a inundações. Conforme a pesquisadora Patrícia Romão, regiões próximas ao Ribeirão Anicuns, como Vila São José e Vila Santa Helena estão entre as mais perigosas. Bairros construídos às margens do Córrego Meia Ponte, a exemplo da Vila Roriz, Setores Santa Genoveva e Jaó correm o mesmo risco.

Solo encharcado, bocas de lobo entupidas, o descarte indevido de resíduos sólidos nas ruas, são alguns motivos que possibilita alagamentos. “A impermeabilização da cidade acaba influenciando nesses episódios. Os asfaltos, construções e todo tipo de revestimento que não permite a infiltração da água no solo e faz com que as ruas não comportem o escoamento superficial e acaba gerando inundações”, explica o geógrafo e doutor em ciências ambientais Manuel Ferreira.

Deslizamentos
Outro perigo neste período, de acordo com o pesquisador, são deslizamentos. “Com energia da água forte e sem sistema de escoamento eficiente, como bocas de lobo e canalizações subterrâneas, se tivermos volumes de chuvas semelhante ao que teve o interior da Bahia e regiões de Minas Gerais, em que em um único dia choveu 40 milímetros, teremos episódios inundações e deslizamentos e remoção de habitantes”, analisa.

O geógrafo explica ainda que, pelo relevo da capital, as áreas de risco a deslizamentos estariam localizadas na região oeste e norte da capital, como por exemplo, nos bairros próximos ao Morro do Mendanha.

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