Trio preso suspeito de aliciar crianças
Redação DM
Publicado em 16 de março de 2016 às 00:45 | Atualizado há 10 anos
Duas mulheres e um homem acusados de estupro foram presos na manhã de ontem (13), em Goiânia. De acordo com a polícia civil, os suspeitos aliciavam crianças para o endocrinologista Antônio Claret Lima, 61 anos, abusar sexualmente delas. As investigações foram concluídas em 2013, mas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) os suspeitos ainda estavam em liberdade.
De acordo com a polícia, os suspeitos Carlos Elias de Oliveira França, 51 anos, piloto de avião, e Marina José de Souza, 57 anos, também cometiam abuso sexual contra uma menina, além de aliciar as vítimas ao médico. Já a terceira suspeita Marinalda Mendes Vieira, 41 anos, babá de uma das crianças na época do crime, não cometia o abuso, mas responde pelo crime por levar a criança até o médico Antônio Claret.
A delegada Paula Meotti, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e responsável pelo caso, afirma que os suspeitos eram pessoas com ligações próximas ou familiares das vítimas. Com isso, tinham pleno acesso às crianças, que na época tinham entre 8 e 10 anos, e as levavam para a casa do médico Antônio Lima.
A babá Marinalda deve ser condenada a sete anos de prisão, Carlos e Marina foram condenados a 10 anos de reclusão em regime fechado. Ambos foram encaminhados ao Centro de Triagem do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
O médico Antônio Lima está foragido da polícia, mas a delegada acredita que ele não está em Goiás, mas em breve será localizado e preso. Ele foi condenado a 26 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado.
Decisão STF
A delegada Paula Meotti, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e responsável pelo caso, explica que os suspeitos já haviam sido condenados em 1º e 2º instâncias, mas estavam em liberdade em razão da decisão do STJ em que o réu poderia continuar livre até que esgotassem todos os recursos do Judiciário.
A mudança da decisão do Supremo ocorreu em 17 de fevereiro deste ano, por 7 votos a 4 os ministros decidiram que as pessoas condenadas em segunda instância deveriam cumprir pena antes do final do processo. Com isso, o condenado pode iniciar o cumprimento da pena caso a Justiça tenha rejeitado o recurso de apelação mantendo a condenação da primeira instância.
O pedido de prisão dos suspeitos foi acatado pelo juiz Rogério Carvalho Pinheiro, da 8ª Vara Criminal de Goiânia, o pedido foi expedido pelo promotor de Justiça Fausto Campos Faquineli com base na decisão do STF.
Ainda de acordo com a delegada, esse é o primeiro caso que a DPCA cumpre o mandato de prisão em virtude dessa nova decisão do Supremo. “Acredito que vão ter mais situações parecidas com essa”, afirma.