Desativada 2

Bastards Sons Of Rock’n’Roll

Redação DM

Publicado em 14 de janeiro de 2017 às 01:37 | Atualizado há 1 ano

A banda goiana Overfuzz já está de volta à sua terra natal, a calorosa (e calorenta) Goiânia, após a turnê nacional. Os garotos da Overfuzz passaram por vinte e cinco cidades brasileiras, em nove Estados. Foram cerca de cinquenta e seis shows entre casas de espetáculos e festivais, como o Festival DoSol em Natal, no Rio Grande do Norte. Além, é claro, dos festivais goianienses Vaca Amarela, Bananada e Goiânia Noise. No meio dessa correria toda, a Overfuzz conseguiu lançar outros dois clipes e dois lives, além de participarem da coletânea Stone Deaf Forever, lançado pela revista inglesa Classic Rock.

Agora, de volta à casa, a banda se prepara para as novidades de 2017, que já começam pelo clipe de Bastards Sons Of Rock’n’Roll. O clipe consiste uma compilação de imagens de cenas de toda a turnê, produzido pelo diretor de fotografia Rafael Saboya. O DMRevista conversou com a banda, a fim de saber um pouco mais sobre a turnê, as curiosidades, e os planos para 2017.

 

Entrevista com a banda Overfuzz

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DMRevista- O novo clipe de vocês traz imagens da turnê nacional realizada em 2016 para divulgação do álbum de estreia Bastards Sons Of Rock’n’Roll. Conte para nossos leitores como foi a essa experiência. Quais os momentos mais marcantes da turnê? Por onde vocês estiveram?

Overfuzz- 2016 foi incrível pra banda, exatamente por ter sido o ano em que mais viajamos na vida! Passamos pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Distrito Federal e, claro, Goiás. Foi muito enriquecedor rodar pelo país, conhecer o trabalho de vários produtores e festivais fora da nossa realidade, além de conhecer também bandas incríveis que estão na estrada por aí. Alguns momentos foram sim muito marcantes… O show no Rio foi um dos pontos auge do ano: Fundição Progresso lotada, público muito animado e responsivo. O DoSol em Natal também foi massa pelo festival em si, que é genial, e também por toda a vivência junto às outras bandas, no hotel, na praia e pela cidade. Teve o Rubber Tracks em São Paulo que foi um aprendizado muito grande e uma oportunidade de gravar em um estúdio foda, o Family Mob, com o Jean Dolabella (ex-Sepultura) produzindo nosso som. As idas pra Serrana e Formosa são sempre especiais por conta das boas amizades: em ambas as cidades, nos sentimos completamente em casa e nos divertimos horrores. Tanto que durante a tour passamos umas três ou quatro vezes por cada uma dessas cidades (risos)! Além de que, do ladinho de Formosa tem o Salto do Itiquira, onde já demos uns mergulhos pra recarregar as energias! E não tem como não destacar o Vaca Amarela em Goiânia: tocar em casa é sempre bom, com o Capeta na bateria então, é melhor ainda (risos)!

DMRevista- Alguma situação inusitada, um perrengue que a banda teve de enfrentar na estrada?

Overfuzz- Nossa, teve sim! Quando estávamos rodando na Bahia, o carro deu problema. Nossa sorte é que estávamos em um perímetro urbano, então deu pra achar um mecânico pra salvar a viagem. Umas horas depois o carro ficou pronto e partimos pra Vitória da Conquista correndo contra o tempo. Chegamos lá exatamente em cima da hora do show: basicamente descemos do carro e tocamos! Foi correria, mas no fim deu tudo certo. Teve também uma etapa da turnê em que nós três adoecemos. Talvez tenha sido o clima de Curitiba, fato é que ficamos os três muito mal, de uma vez. Tivemos que vencer as crises, as gargantas debilitadas e a moleza pra terminar aquela etapa de shows, e cada dia que passava a gente só piorava (risos)! Mas aí em seguida tivemos dayoff, que deu pra descansar: comemos bem, dormimos bem, tomamos muito chá de gengibre e aí ficamos no pique de novo.

 

DMRevista- Qual a maior lição, o maior exemplo de convivência vocês conseguiram extrair neste período? Sabendo da existência de uma certa resistência do público em outros Estados, em relação a qualquer som produzido em Goiás que fuja do sertanejo, como foi a receptividade do público?

Overfuzz- Disso a gente não tem do que reclamar. Realmente ainda tem gente Brasil afora que estranha quando você diz que é de Goiânia e toca rock ‘n’ roll, porém, também tem muita gente de fora que está de ouvidos atentos para o que é produzido em Goiás fora do sertanejo. Pra nossa felicidade, encontramos várias dessas pessoas nas turnês, inclusive muita gente que já acompanhava nosso trabalho pela internet – principalmente pelo Spotify e pelo Facebook. O público foi muito receptivo nos cantos onde passamos, as pessoas se entregavam na hora dos shows, procuravam a gente depois pra dar o feedback, passavam na banquinha pra comprar o mersh da banda, enfim, foi um público bem interessado e efusivo. Tinha cidade que a gente chegava pra tocar pela primeira vez e já tinha galera usando camiseta da Overfuzz, sabe? Isso é muito gratificante!

Talvez a grande lição desse período foi sentir na pele a relevância de circular: é muito importante que as bandas peguem a estrada. Muito mesmo! É “metendo as caras” em turnê que você sai da zona de conforto, mostra seu som pra um público novo, expande os horizontes e possibilidades, aprende muito, conhece novas bandas, novas sonoridades, faz amigos, estabelece contato com pessoas que possam vir a somar na caminhada da sua banda. E por aí vai… É na estrada que a vivência de banda realmente acontece!

 

DMRevista- Fale sobre a relação da Overfuzz com o diretor de fotografia Raphael Saboya.

Overfuzz- O Saboya é um parceiro nosso de longa data. Já produzimos alguns materiais juntos anteriormente e criamos uma relação muito boa de amizade, muito além de ser algo somente profissional. Nesse ano de 2016 ele viajou conosco em algumas das nossas turnês fazendo os registros visuais pro clipe, mas também sendo um verdadeiro “faz-tudo”. Motorista, Roadie, vendedor, câmera man, técnico de som e mecânico foram algumas das mil e uma utilidades de Raphael Saboya (risos).

 

DMRevista- Em casa, a banda se apresentou em todos os maiores festivais goianienses, tais como Vaca Amarela, Bananada e Goiânia Noise. Dá para fazer um paralelo entre o público de outros Estados e o público goianiense?

Overfuzz- O público goianiense sempre nos recebeu muito bem, não só em festivais como os citados acima, mas também em vários outros tipos de evento. A cena de rock da cidade vem se firmando há um tempo como uma das mais calorosas do brasil e temos muito orgulho em chamar aqui de casa. Porém, acho que o público em geral acabou se “acostumando” um pouco com essa cultura local riquíssima, uma vez que em certos outros estados tivemos recepções excelentes de gente que considerou nosso show algo impressionante e surpreendente. Tocamos em muitas cidades “carentes” por cultura, onde não esperávamos ter recepções tão calorosas quanto as que tivemos. O ano de 2016 foi ótimo e um tanto quanto “inesperado” para nós e também para o público que tivemos o enorme prazer em consolidar.

 

DMRevista- O que a Overfuzz está preparando para 2017?

Overfuzz- Agora a ideia é focar na produção do nosso segundo álbum, mas sem deixar de lado a ideia de tocar em novos lugares e conquistar novos fãs. Basicamente, em 2017 esperamos colher os frutos que plantamos durante o ano passado (risos)!

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