‘Gonzagão – A Lenda’ em Goiânia
Redação DM
Publicado em 21 de junho de 2016 às 02:13 | Atualizado há 10 anos
Oito atores e uma atriz se revezam no palco em uma viagem musical pela trajetória do Rei do Baião. Como em qualquer história de homem que vira mito, a vida de Luiz Gonzaga tem passagens em que as versões de seus biógrafos não convergem, em que realidade e fantasia se confundem, e o autor e diretor João Falcão se sentiu livre para tratar mais do mito do que do homem.
“É a história de Luiz Gonzaga, mas não é Wikipédia”, diz Falcão, que evitou qualquer didatismo na construção do texto, embora tenha lido vários livros sobre um dos artistas mais importantes da música brasileira, morto em 2 de agosto de 1989, cujo centenário de nascimento foi comemorado em dezembro de 2012. Dentre as cerca de 40 canções que estão no espetáculo há sucessos como “Cintura fina”, “O xote das meninas”, “Qui nem jiló”, “Baião”, “Pau-de-arara” e sua mais célebre criação, “Asa branca”.
Nessa montagem, João Falcão apresenta um novo talento ao público: Marcelo Mimoso, que narra boa parte da história de Gonzaga no palco e canta a maioria das músicas, mas que nunca tinha assistido a uma peça antes. Filho de sanfoneiro, Marcelo era taxista e também cantor de forró. Foi descoberto pelo diretor João Falcão numa noite em que se apresentava em um bar da Lapa. Hoje está produzindo seu primeiro CD solo.
Há quase quatro anos em cartaz e com diversos prêmios e lindas críticas na bagagem, o espetáculo do autor e diretor João Falcão foi vencedor do Prêmio Shell de Teatro 2012 de Melhor Música; do 7º Prêmio APTR de Melhor Produção; do Prêmio FITA 2013 nas categorias Melhor Espetáculo (Júri Popular), Melhor Direção e Melhor Figurino; e o prêmio Bibi Ferreira, nas categorias: Melhor roteiro, melhor direção, melhor direção musical e melhor espetáculo. Gonzagão – A Lenda, também foi eleito em 2013 um dos cinco melhores musicais do ano pelos jornais O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. O público acumulado já passa de 220 mil espectadores.
“Disseminar as manifestações culturais de forma sistêmica em nosso país é um objetivo alinhado ao posicionamento da marca Rede, que acredita na conexão entre as pessoas. Esse tipo de espetáculo reforça a atuação da empresa para viabilizar o acesso à cultura nas suas mais variadas formas e pretendemos contribuir cada vez mais nesse sentido com espetáculos sobre os grandes nomes da nossa música e da cultura brasileira, proporcionando experiências memoráveis e oportunidades para as pessoas se unirem e interagirem”, diz Fernando Amaral, diretor de Marketing Negócios do Itaú Unibanco.
Sobre o espetáculo
A iniciativa é parte do circuito que teve início em dezembro de 2013, quando o musical foi levado pela primeira vez para a terra natal do compositor, em Exu, no interior de Pernambuco. Na oportunidade, mais de cinco mil pessoas acompanharam as duas exibições do espetáculo em praça pública. Em sua terceira edição, Gonzagão – A Lenda esteve em Campinas (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), chegando agora a cidade de Goiânia (GO).
Nasce uma cia teatral: Barca dos corações partidos
A continuidade do trabalho realizado em Gonzagão, deu ao conjunto de atores a possibilidade de formar uma cia teatral. A Barca dos Corações Partidos – Companhia Brasileira de Movimento e Som já possui três peças musicais em seu repertório: “Gonzagão – A Lenda”, com texto e direção de João Falcão, “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque, também com direção de João Falcão, e “Auê”, com direção de Duda Maia. Os três projetos foram idealizados por Andréa Alves e são uma realização da Sarau Agência de Cultura Brasileira, a qual a companhia é associada. “A Barca” é fruto de um encontro entre artistas que não sabem ao certo se são músicos, atores, cantores ou palhaços, mas que encontram prazer e liberdade na brincadeira do teatro. Compartilhando conhecimentos e objetivos entre seus parceiros de ofício, a companhia busca encontros cada vez mais autênticos com o público
Músicos
Viola, Rabeca e Pandeiro | Beto Lemos
Cello | Claudio Alves
Bateria e Percussão | Rick De La Torre
Acordeon | Marcelo Guerini
Supervisão geral | Leila Maria Moreno
Coordenação de Produção| Marcelo Chaffim
Produção Executiva| Rafael Lydio
Coordenação Técnica: Amanda Barroso
Realização | Sarau Agência De Cultura Brasileira
Data: 25/junho (Sábado)
Local: Praça Dr. Pedro Ludovico Teixeira (Praça Cívica) – em frente ao palácio do Governo
Horário: 20h
Entrada Gratuita
Classificação: 12 anos
Duração: 90 minutos