Hoje tem teatro com entrada franca
Redação DM
Publicado em 11 de maio de 2017 às 02:00 | Atualizado há 1 ano
Dando continuidade ao Projeto Novo Ato EnCena, nesta quinta será a vez de Ambivalência(s), uma produção da Novo Ato, que vem de um processo baseado na exploração corporal que ressoa psicologicamente nas personagens. Foram pesquisados muitos elementos de dança na composição das cenas, um embate de corpos entre Cristal (Marília Ribeiro), a recatada, a divorciada que reencontra o marido depois de 10 anos e seu duplo ngela (Isabela Rocha) que busca ter uma vida liberta.
Já Horácio (Silas Santana), o marido, tem o seu duplo Paulo (Luciano di Freitas), que vive a criticá-lo e a cobrar sua participação nas decisões da vida íntima dele. Durante o processo de adaptação do texto, do escritor Miguel Jorge, houve uma síntese e a criação de cenas simbólicas, como a da santa ceia em que Cristal expurga sua relação com Horácio enquanto os bodinhos servem o público com vinho ao fundo o ditirambo dionisíaco ressoa. No começo do espetáculo também a referência dionisíaca com uma composição musical onde os atores cantam para os espetadores numa homenagem a este e ao teatro. Toda a encenação é acompanhada pelo teclado psicodélico de Luiz Cláudio, que também faz interferências auditivas nas cenas. Ambivalência(s) pertence a um universo de angústias, medos, frustrações e mistérios que envolvem os seres humanos na sociedade. Temos em Ambivalência(s) vários recortes sociais que colocam em discussão, sem tomar partido, algumas questões humanas, entre elas o sexo, o casamento, o prazer, o medo da solidão, a ambição, a fragilidade dos sentimentos, o estupro, o ser social versus o ser indivíduo, a sociedade com seus mitos e tabus entre outros assuntos.
Cristal e Horácio se encontram depois de 10 anos separados. O diálogo entre eles segue uma perspectiva do pensamento oscilando entre o objetivo e o subjetivo, as ações seguem o fluxo das memórias e flashes que denunciam cenas envoltas em rancores, mágoas, prazeres, dores, solidão e principalmente medo. Os duplos psicológicos de Cristal e Horácio respectivamente ngela e Paulo denunciam esses medos com suas pavorosas máscaras, suas vozes atrevidas, seus gestos vulgares e fora dos padrões sociais. À medida que Cristal e Horácio conversam, o espectador é convidado a penetrar o universo psicológico e social dos dois envolvidos pelo laço matrimonial e pela revelação de um estupro.
O processo imersivo e escavatório parte do ao vivo de cada dia,da labuta consigo mesmo, da experimentação e descarte.
A Cia Novo Ato está em festa acaba de ser selecionada em um Festival de Teatro no Espírito Santo – o 18 Festival Nacional de Teatro de Guaçuí e no Festival Amazônia em Cena em Porto Velho, Rondônia.

Onde: Espaço Cultural Novo Ato (Rua Dr. Sebastião Fleury Curado, 193, Qd. 24, Lts. 18/5. Crimeia Leste (próximo à praça)
Quando: dia 11 de maio
Hora: 20h
Entrada Franca- Apoio Lei Goyazes de Incentivo à Cultura