Desativada 2

Na ginga do futebol

Redação DM

Publicado em 13 de setembro de 2016 às 02:06 | Atualizado há 1 ano

Como não confiar nas habilidades musicais de um cara que tem a alcunha de Dibraldinho? Já pesquisei e não tem como não confiar. E lembrando que Dibraldinho, para quem não é íntimo, atende por Ronaldinho Gaúcho. O molecão dos “dibres” também se arriscou dando uns “dibres” no mundo da música e começou ao lado de um “parça” de peso chamado Safadão.

A questão é que um outro cara da indústria do futebol está prometendo ao público que vai se lançar na indústria da música também. Ele mesmo, Júnior, Neymar Júnior. O jogador anunciou em seu twitter que nesta quarta não vai ter só Brasileirão pra alegrar as massas, mas também “Vai ter #Neymúsico sim” como ele mesmo ameaçou em sua conta na rede social. Mas qualquer pessoa com patrimônio milionário que quiser se autodeclarar músico tem esse direito, até o Roberto Justus sabe disso.

Para todos os fãs da boa e velha cultura boleira marota, nos resta ficar na torcida de que esse tal som de Neymar seja mais no estilo do seu amigo Tiaguinho pagodeiro do que no estilo de seu amigo Justin Bieber.

Por isso um cara como Ronaldinho Gaúcho não é questionado se resolve que vai ser músico, ele canta coisas como Solteiro de novo, com Wesley Safadão. Você nunca vai ver o Ronaldinho na companhia do Mc Biel das gringa como o querido Neymar Júnior.

E só pra constar e exaltar o trabalho desse célebre boleiro, Ronaldinho já tem 12 composições registradas e planos muito sérios de seguir na música. Ele tem a coautoria da música Vamos beber, de 2014, parceria com João Lucas e Marcelo. Eecentemente lançou também o trabalho Eu sou do mundo, um vencedor, em apoio aos atletas da Paraolimpíada do Rio, em parceria com os cantores Jhama e Pablo Luiz.

Pelé, inspiração poética

Outros jogadores de futebol também arriscaram fazer uma ponta no mundo da música. Caso do mito do futebol e da poesia (quando está calado, de acordo com o Romário), Edson Arantes do Nascimento, Pelé. No ano em que chegou ao seu milésimo gol, o meia-atacante cantou em um compacto de duas faixas com Elis Regina. As músicas Vexamão e Perdão Não Tem, parte do lançamento chamado Tabelinha.

Da carreira artística/social de Pelé temos o clássico da música nacional ABC. Uma prova incontestável do sucesso dessa canção e de Pelé como intérprete é que só dá pra imaginar ela na voz do ex-jogador. Em 1998, o ex-jogador participou de uma campanha do Ministério da Educação para incentivar a permanência de crianças nas escolas. Imagina isso com a voz do Pelé: “ABC, ABC, toda criança tem que ler e escrever.”

 

Júnior, polivalente na vida

Um outro craque que gravou disco e tudo foi Leovegildo Lins da Gama Júnior, ou apenas Maestro Júnior. O cara jogando já mandava a ideia de que era versátil, ele era ambidestro e se saía bem em muitas posições em campo. Se o cara é polivalente em campo, pode ser também na vida e resolveu gravar um disco. Ele já tinha como uma pequena vantagem de fãs a torcida do Flamengo.

Em 1982, poucos meses antes da Copa do Mundo da Espanha, Júnior gravou um compacto com a música Povo Feliz, que ficou mais conhecida como Voa, Canarinho. A música virou a trilha sonora da Seleção Brasileira naquela Copa e o compacto vendeu mais de 800 mil cópias.

O lado B deste compacto tem a música Pagode da Seleção, que não obteve tanta repercussão. Em 1995, ano do centenário do Flamengo, gravou o CD comemorativo do clube, com participações dos músicos Bebeto e Moraes Moreira.

 

O rock de Ronaldo Giovanelli

Ronaldo Giovanelli foi goleiro do Corinthians e trabalhava como comentarista de futebol na TV Band. Ele defendeu a camisa do clube em 601 partidas. Quando ainda estava em atividade no mundo do futebol, em 1996, Ronaldo montou uma banda de rock, chamada Ronaldo e os Impedidos. O nome é muito bom, vamos admitir.

No grupo ele era obviamente o vocalista. O primeiro disco do grupo vendeu mais de 60 mil cópias e emplacou a música O nome dela nas rádios. A última música lançada pelo grupo de Ronaldo foi Onde está o rock n roll. Nem só de pagode vive o futebol, mas de toda a ginga do rock.

Ele também conta com um pequeno público cativo conhecido como Torcida do Corinthians. Em uma entrevista para o UOL ele disse: “Muitos corintianos vão aos shows porque gostam de mim. Isso é fato. Mas os santistas, palmeirenses e são-paulinos aparecem meio desconfiados nas nossas apresentações. Só que quando a gente apresenta o bom e velho rock’n’roll, a rapaziada entra na nossa. O som une todos.”

 

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