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Oops!.. já são 15 anos

Redação DM

Publicado em 21 de setembro de 2016 às 02:05 | Atualizado há 1 ano

Depois da circulação dos sete espetáculos do repertório atual da Cia. Teatral Oops!.. em diferentes pontos de Goiânia, do País e do mundo, o Projeto Oops!.. 15 anos está chegando ao fim. Mas não sem antes trazer para os olhos do público goianiense, mais uma vez, toda magia de suas peças. Então, sexta-feira (23) e sábado (24) a companhia estará em cartaz no Teatro Sesc, com os espetáculos Gato Negro, Olho e Pequeno Príncipe.

O projeto, que comemora os 15 anos de trajetória do grupo e teve patrocínio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (Lei Goyazes), além de chegar a parques e centro culturais da cidade, passou pelo México, Bahia e Mato Grosso. Oficinas que compartilharam os processos criativos desenvolvidos no grupo com artistas e comunidade em geral também foram realizadas, e tão concorridas como os espetáculos.

“As oficinas foram ministradas no Teatro Sesc durante o mês de julho e tiveram uma grande procura. Tivemos até que dobrar o número de participantes para abarcar tantos interessados. No mesmo mês, iniciou-se também a apresentação dos espetáculos do repertório do grupo, que estendeu-se até o mês de setembro, movimentando culturalmente diferentes cartões-postais da cidade e que tiveram também grande participação do público”, avalia a atriz Sol Silveira, que desde 2006 faz parte da companhia.

Programação

No encerramento das comemorações, além das apresentações haverá ainda a exposição fotográfica “15 Anos de Oops!.., que tem curadoria de Gilson P. Borges, e mostrará um pouco da história da companhia, através de imagens das diferentes montagens realizadas pelo grupo neste período.

As atividades começam às 19h, com a exibição de um documentário repleto de depoimentos e imagens, que contam um pouco sobre a história da companhia. Em seguida, às 20h, o grupo vai apresentar o espetáculo Gato Preto, que recentemente representou o Brasil no México, no Festival Internacional de Teatro Otra Latitud (Festol).

Na sexta-feira, também às 20h, será a vez do espetáculo mais antigo e premiado do grupo, Olho, entrar em cena. E no sábado (24), a peça que encerra as comemorações do grupo será a livre adaptação do clássico infantil Pequeno Príncipe. A produção, que é a primeira adaptação do grupo, será encenada às 16h e 17h.

Teatro que é

Os três espetáculos, juntamente com as quatro peças encenadas durante o projeto, de acordo com Sol, trazem um pouco das linguagens que nortearam a pesquisa de linguagem da Oops neste 15 anos, que são: o clown, o teatro contemporâneo e o de rua.

“Estes eixos traduzem os diferentes meios pelos quais a Oops!.. sistematiza o processo criativo, determinando tanto a temática dos espetáculos quanto sua estética, em método de trabalho caracterizado pela construção em processo e pela necessidade de expressão dos próprios anseios e pensamentos através do Teatro, comunicando com diferentes técnicas e teorias no intuito de encontrar seu próprio método de criação, intitulado Teatro que É.

E tendo como inspiração os mesmos princípios, o grupo atualmente está iniciando o processo de criação do espetáculo Wiliam Wilson – Entre o Poço e o Pêndulo. “Esta peça é a terceira parte da Trilogia Poe, que foi iniciada em 2010 com o espetáculo Olho e teve sua segunda parte realizada em 2015 com o solo Gato Preto”, adianta Sol.

 

Confira as peças que serão encenadas nesta semana

GATO PRETO

Annabela é uma mulher de natureza extremamente sensível e delicada, esposa exemplar e especialmente afeiçoada aos animais. Contudo, torna-se uma pessoa irritável, sombria e apática, sem muita simpatia por animais ou pelo próprio marido, frente a um repentino horror desencadeado por sucessivos acontecimentos que a fazem crer que o seu gato, chamado Plutão, possui algo de sobrenatural, uma certa maldição do Gato Preto.

Olho

Iago dá seu depoimento, fazendo com que o interlocutor (neste caso os espectadores) assuma o papel de testemunhas da sua história. Para provar que está falando a verdade, ele conta os detalhes do crime que cometeu procurando exaltar sua serenidade e lucidez. Adaptação do conto Coração Delator, de Edgar Allan Poe, Olho é um espetáculo que busca manter a essência narrativa do conto, mantendo toda a atmosfera “noir”, “policial” e “terror” que o romântico Allan Poe propõe na maior parte de suas obras. Para isso, juntou-se ao texto inicial, trechos de algumas obras de autores, como Artaud, Shakespeare e Bacon.

 

 

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