Desativada 2

Trio comemora 20 anos de sucesso da turnê na Capital

Redação DM

Publicado em 8 de abril de 2017 às 02:38 | Atualizado há 9 anos

Após 20 anos do sucesso “Grande Encontro”, os artistas Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Alceu Valença se reúnem, em Goiânia, para o novo show da turnê que já percorreu várias cidades do Brasil. Considerado um dos espetáculos mais aclamados da música brasileira, eles garantem que a noite será muito animada e com sucessos na ponta da língua. O evento acontece, hoje, no Jaó Music Hall 2 e os ingressos variam de R$ 60 a R$ 360 reais.

 

O DM entrevistou os artistas que abrilhantarão o evento, confira na íntegra:

 

ELBA RAMALHO:

Como surgiu a ideia do “Grande Encontro”?

É engraçado, já ouvi várias versões, mas vou contar a minha. Zé Ramalho e Geraldo Azevedo estavam fazendo um show juntos. Durante uma destas apresentações, eu e Alceu estávamos na plateia assistindo. Acabamos subindo ao palco para dar uma “canja”, e naquele momento se vislumbrou o potencial do que poderia ser O Grande Encontro.

 

Lá atrás, em 1995, vocês tinham noção da dimensão e do sucesso que fariam?

Talvez não, as nossas carreiras já eram muito sólidas, cada um trilhando seu caminho com brilho próprio. O sucesso foi realmente impressionante, tínhamos confiança que daria certo, mas não sabíamos que daria tão certo.

Não haviam telefones celulares, a comunicação era mais lenta e chegávamos nas cidades e os ingressos sempre estavam esgotados.

 

Como está sendo essa experiência, após 20 anos, de se reunirem novamente?

Muito positiva. O DVD que lançamos em dezembro acaba de ganhar o DVD de Ouro pela boa vendagem, a receptividade do público é ótima nos shows.

 

Como tem sido a repercussão por onde passam?

A melhor possível. Vemos diversas gerações nos shows, famílias inteiras vem nos assistir.

 

O que vocês esperam do público goiano?

Felizmente por todos os lugares por onde passamos o público se mostra muito carinho, em Goiânia não vai ser diferente.

 

Até quando pretendem seguir com o projeto?

Ainda não conversamos sobre isso, mas ainda vai durar bastante.

 

GERALDO AZEVEDO:

Como surgiu a ideia do “Grande Encontro”?

Surgiu de um show meu com Zé Ramalho, chamado Dueto. Em uma apresentação no Canecão, Elba e Alceu estavam na plateia e subiram para uma canja. Viu-se ali um novo projeto, um Grande Encontro.

 

Lá atrás, em 1995, vocês tinham noção da dimensão e do sucesso que fariam?

Sabíamos que ali havia um grande potencial. O Dueto já era um show consolidada, que circulou o Brasil com bons resultados de público. Os quatro vinham numa crescente profissional. Mas, mesmo dentro desse cenário, o sucesso foi muito além do que eu imagina. Hoje, 20 anos depois ainda colhemos os frutos dessa parceria.

 

Como está sendo essa experiência, após 20 anos, de se reunirem novamente?

Maravilhosa. Voltamos aos palcos com um expectativa muito grande por parte do público, que há muitos anos clamava por uma nova edição do Grande Encontro. A cada cidade, encontramos um plateia calorosa, que esperava por esse show há muito tempo. É bom demais.

Como tem sido a repercussão por onde passam?

Maravilhosa. Somos recebidos com muito carinho. Bonito ver nossa plateia cheia de jovens, muitos vendo nosso show ao vivo pela primeira vez. Acabamos de receber o DVD de Ouro pela vendagem. Temos shows marcados por todo o Brasil

 

O que vocês esperam do público goiano?

Uma noite animada, com os sucessos na ponta da língua.

 

Até quando pretendem seguir com o projeto?

Não sei dizer. Espero que por bastante tempo.

 

ALCEU VALENÇA:

Como surgiu a ideia do “Grande Encontro”?

A ideia surgiu a partir de uma participação que fiz num show de Geraldo Azevedo e Zé Ramalho, no Canecão, no Rio. Eu estava na plateia e eles me convidaram a subir no palco. Elba também estava lá e participou conosco. Sentimos que aquilo tinha muita força e decidimos seguir em frente. Eu já conhecia Geraldo desde 1970, quando me mudei para o Rio e, dois anos depois, gravamos em dupla nosso disco de estreia (“Quadrafônico”, 1972). É meu amigo e compadre. Zé havia tocado na minha banda, participou do meu disco “Vivo!” (1976) e logo depois lançou sua carreira solo. Elba eu também conheço dos anos 70, quando ela se mudou para o Rio e foi morar na casa de Geraldo. Participei apenas do primeiro Grande Encontro (1996) e tive de sair para trabalhar um disco meu, por imposição da gravadora à época. Agora estamos eu, Geraldo e Elba juntos novamente. A força continua a mesma.

 

Lá atrás, em 1995, vocês tinham noção da dimensão e do sucesso que fariam?

Somos artistas verdadeiros, que jamais seguimos modismos ou nos curvamos às conveniências das mercado. Possuímos uma identidade inegociável e por isso mesmo vemos gerações diferentes curtirem a nossa música por todo o país. Tem o pessoal que nos viu lá atrás, no começo das nossas carreiras, e que continua indo aos shows. Tem a geração que nos descobriu durante o primeiro Grande Encontro, nos anos 90, e tem a moçada que estava nascendo naquele período e que cresceu nos escutando. Sabemos o nosso tamanho porque somos espelhos do nosso público.

 

Como está sendo essa experiência, após 20 anos, de se reunirem novamente? Como tem sido a repercussão por onde passam?

É maravilhoso reviver tudo isso, agora com um formato diferente, o show antes era mais acústico, atualmente é mais elétrico. Temos feito shows em diversas cidades brasileiras, sempre lotados. Já cantamos cinco vezes no Rio (incluindo o Réveillon de Copacabana), gravamos um DVD em São Paulo e voltamos pra lá em maio, estivemos em Recife, Fortaleza, Teresina, João Pessoa, Brasília, Uberlândia… Na sequencia vamos a Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis. E agora chegamos a Goiânia, onde possuímos muitos fãs.

 

O que vocês esperam do público goiano?

Sou sempre muito bem recebido em Goiânia, uma cidade de excelente qualidade de vida e uma produção musical intensa. Tenho certeza de que a vibração será a mesma no show do Grande Encontro.

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