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A hora e a vez do rock

Redação DM

Publicado em 16 de setembro de 2016 às 02:24 | Atualizado há 1 ano

  • O Projeto Hora do Rock, no República, busca trazer a vanguarda do rock goiano sempre mesclando com as maiores novidades do cenário

Nesta edição do evento Hora do Rock, que acontece hoje no República, vai rolar o já consagrado músico goiano Beto Cupertino fazendo um show solo e a mais nova aposta do rock goiano, a Banda Sótão, que estreou neste 2016 e já está lançando trabalho na praça. No evento a banda lançará oficialmente seu EP Só(tão), produzido pela Falante Records.

Beto Cupertino é um músico que dispensa apresentações no cenário goiano. Guitarrista, cantor e compositor, durante sua carreira sempre esteve envolvido com projetos de rock independente, dos quais se destacam, principalmente, o Violins, banda que tem oito discos lançados. Artista que foca na música melódica e na confecção de letras de cunho filosófico, social e sentimental.

A abertura fica por conta da banda Sótão. Os garotos estarão lançando seu primeiro EP com influências que vão do post-punk ao pop rock dos anos 1980. Tendo já tocado nas principais casas e festivais da cidade, a banda chega afiada, com letras intimistas e muita pegada.

 

O som que vem do Sótão

O nome da banda faz jus a sua construção, sentimentos e pensamentos recolhidos da adolescência no Sótão da memória na constituição de um novo som. Lucas Queiroz, integrante do Sótão, conta como começou esse projeto musical ao lado de seu irmão: “O Sótão começou de uma necessidade que eu e meu irmão Gabriel Queiroz tivemos de experimentar musicalmente além do metal, estilo que tocamos por quase cinco anos com a OFF 1984. E, ironicamente, nossa busca por algo novo acabou nos levando ao passado. Fui resgatar algumas letras nos meus cadernos de infância. Algumas delas, tinha escrito aos 15 anos. Coisas que não tinha mostrado pra ninguém… até agora. Foi aí que surgiu o Sótão, dessa busca metafórica pelas minhas memórias há tanto tempo guardadas, a banda nasceu em 2015, e logo depois o Ronaldo e o Asafe vieram figurar e completar o elenco.”

A banda apresenta várias influências em seu som, que vão do post-punk ao pop rock dos anos 1980, de Radiohead a Tim Maia. “Eu e o meu irmão crescemos ouvindo britsh pop, U2, coisas mais melódicas no hardcore e muita música brasileira. Mas essas influências nunca apareceram de forma explícita em nossas outras bandas. Pra quem vê de fora, a mudança do death metal pra algo mais pop pode parecer uma ruptura, mas, na verdade, essas influências vêm de longe. Fazem parte da nossa formação musical, sempre muito incentivada por meu pai e avô. Sobre a classificação de um rótulo para o som, gosto de imaginar que estamos numa espécie de “new wave of brazilian rock’n’roll”, não conseguimos classificar o Sótão de uma maneira rasa, mas diria que somos uma opção pra galera que se identifica com Scalene, Supercombo, Fresno, Foo Fighters e por que não The Killers”, relata Lucas.

Sobre as letras do Sótão Lucas revela se tratar de uma onda bem intimista e nostálgica. “As letras refletem uma fase nossa mais contemplativa e íntima, como, por exemplo, a faixa El Salamino, baseado numa história de pirata inventada pelo meu avô (de Lucas e Gabriel). Até o cachorro da família ganhou uma homenagem em forma de canção, Olavo conta a história do pug caolho de estimação que um dia resolveu fugir de casa.”

A respeito do trabalho que será lançado na noite de hoje no República, Lucas informa: “O EP usa de ponto de partida o deslumbramento das nossas descobertas de infância para fazer um contraponto com a desesperança do mundo adulto. Se por um lado as letras tratam de insegurança e de medos (afinal, elas foram escritas quando tinha 15 anos), por outro elas são cheias de esperança e otimismo, já que estão longe do cinismo da vida adulta. É como diz o refrão de Abajur: ‘Eu sempre tive fé/ De que tudo iria clarear.” De todo o processo neurastênico que sofre o jovem adulto um refúgio na adolescência até que cai bem.

O Sótão fala de seus projetos em andamento e para o futuro da banda, e toda a caminhada que já fizeram nesse breve tempo. “Bom, estamos no primeiro ano de banda e já nos sentimos vitoriosos. Fizemos shows em casas conceituadas da cidade, estivemos presentes em festivais de renome no cenário goiano, como o “Aniversário de 10 anos da Fósforo Cultural”, o “Goiânia Noise”, tivemos uma ótima experiência também em turnê pelo interior, com destaque para nosso show em Rio Verde, no Coletivo Casa da Mata. Acho que das apresentações, a mais marcante foi nosso show com a banda Chá de Gim (da qual sou fã de carteirinha), na Diablo Sessions, que também foi nosso show de estreia.”

Ele continua com satisfação em relação ao trabalho feito e os objetivos alcançados pelo grupo: “Também conseguimos materializar um sonho de infância, que foi produzir o primeiro EP. Para o futuro, teremos o show de lançamento do EP dia 16/09, lançaremos um clipe para a faixa Abajur, continuaremos nossa turnê de lançamento do EP com show já marcado para o Festival Vaca Amarela, e já estão surgindo novas composições que devem se materializar em um trabalho para 2017.”

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