Desativada 2

A pérola brasiguaia

Redação DM

Publicado em 17 de março de 2016 às 00:48 | Atualizado há 2 anos

 

Nascida no Paraguai em 17 de março de 1952, Ermelinda Pedroso Rodríguez D’Almeida, a partir da década de 1970 passou a atender pelo nome artístico de Perla, quando mudou-se para o Brasil, buscando de melhores e maiores oportunidades, e estourou nas rádios brasileiras com o sucesso Fernando, versão em português da música do grupo sueco Abba. Perla coleciona em sua carreira 11 discos de ouro, dois de platina e um de platina duplo, além de mais de 15 milhões de cópias vendidas de seus mais de 30 álbuns de estúdio, entre outras premiações. Nascida em família de músicos, Perla era membro do grupo Maravillas del Paraguay, composto por seu pai e irmãos. O que trouxe Perla ao Brasil foi o amor, e foi este mesmo sentimento que a tornou um dos maiores fenômenos latino-americanos das décadas de 1970 e 1980.

Uma das maiores cantoras românticas do século XX, começou carreira no Brasil cantando versões de outros cantores famosos, em bares e casas noturnas na cidade de Santos. Dentre estas versões, estavam muitas do grupo sueco Abba. Em 2002 Perla lançou um álbum intitulado Perla canta Abba e outros Hits, o lançamento do disco foi na boate gay Le Boy, em Copacabana, no Rio. A escolha do local se deve ao enorme público gay de Perla, que a consideram uma diva.

A década de 1980 foi especialmente agitada e positiva para a carreira da cantora “brasiguaia”. Em 1980 os LPs Pequenina, Nosso Amor Será um Hino (das quais cinco músicas não foram lançadas), e o compacto simples Vamos Dançar Reggae receberam disco de ouro pela vendagem acima dos 150 mil exemplares. Em 1981 a música O Jogo Acabou, que deveria compor o LP Nosso Amor Será um Hino é lançada pelo álbum É O Amor. Outras duas músicas, das cinco que não foram lançadas à época, só chegaram a público em 2002 e 2006. No ano de 1980 outros dois álbuns também foram lançados: Perla en Español e Férias de Amor.

A cantora, no auge da carreira e beleza, era muito assediada. Foi capa de dezenas de revistas no Brasil, na terra natal Paraguai, e em tantos outros países da América Latina. A agenda sempre lotada, Perla se apresentava centenas de vezes ao ano, além de comparecer em inúmeros programas de auditório para televisão. A cantora pegou carona no sucesso da Lambada, gênero de especialidade de Beto Barbosa, e lançou o disco

Dançando Lambada (1990), em que cantava em espanhol o sucesso Chorando se Foi.  Na mesma década a cantora gravava pela primeira vez em seu país de origem (Perla en Paraguay). Em 1996 fez participação no disco O Gavião de Teodoro & Samapaio, cantando a música Olhos Feiticeiros. De lá pra cá o assedio sobre a cantora caiu, mas a índia “brasiguaia” jamais cai no esquecimento. A carreira de Perla anda a todo vapor. Ganhou em 2010 o prêmio Sexo MPB na categoria Explosão Tropical. Em 2013 fez turnê pelo Paraguai e se apresentou no Sesc Consolação  e no Centro Cultural da Juventude(SP). Em 2014 apresentou-se no Circuito São Paulo de Cultura, onde também se apresentaram Tulipa Ruiz, Felipe Cordeiro e muitos outros. No fim de 2015 foi atração de honra no Brega’s In Concert, em Pouso Alegre (MG), organizado pelo Gurpo de Teatro Experimental da cidade. O Festival chegou a sua 6ª edição, e pelo palco já passaram Elke Marivilha, Falcão, Ovelha e Rita Cadilac. No mesmo ano a cantora foi atração principal no evento comemorativo doas quarenta anos de O Regional de Assis em Palotina no Paraná.

A cantora que já emocionou o Brasil ao entonar canções como Índia, Galopeira, Rios da Babilônia Paloma Branca, se apresentou ontem num show em Franca, São Paulo e a partir do dia 20 de março se apresentará no Paraguai, até 16 de abril. No dia 19 retorna ao Brasil para shows em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. A agenda de Perla já tem shows marcados até 21 de novembro deste ano.


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