Descendo a letra
Redação DM
Publicado em 3 de março de 2016 às 21:16 | Atualizado há 10 anos
O King Size Rap Sessions em sua segunda edição,fez mais uma vez historia com a qualidade do rap apresentado. No ultimo domingo tocaram no palco da boate Altezza, os grupos : “Sã Consciência” com sua levada reggae, o “SCA“ e o “ Família Pobre LoKo“ com a linha gangsta.
A primeira edição apresentou a inovadora Batalha do rei. O primeiro rei do freestyle a ser coroado foi Kaique Sabotinha, de Aparecida, que acabou perdendo a coroa na ultima edição para o MC de Trindade Guilherme Criolin.
Bati um papo com Sabotinha, o primeiro MC rei. Ele fala sobre o evento: “Ser o primeiro coroado da Batalha do rei pra mim foi uma experiência maravilhosa. Minha visão sobre esse evento é a felicidade em ter uma batalha fixa, que abre oportunidade para vários MC’s de Goiânia , Aparecida de Goiânia, Trindade e região“.
Sabotinha diz que esta firme na disputa pela retomada de sua coroa “No próximo evento que acontecer eu vou estar la dando o sangue pra reconquistar a coroa e colocar ela no lugar que deve estar , zona Sul de Aparecida”. O desafio esta lançado pra quem pretende ser o próximo rei.
As linhas clandestinas do SCA
Os caras do SCA, tocaram na ultima edição do evento, eles são da zona leste da cidade. O integrante mais novo desse role, Derick conta sobre a caminhada do grupo: Eu e o Ceceu moramos no Novo Mundo e o Akord na Vila Martins.O SCA foi iniciado ha 5 anos, com o Ceceu, o Valtim e o Akord. A caminhada de la pra cá foi longa e difícil, pois como todos nos sabemos perto dos dias de hoje o cenário do rap em Goiânia era fraquíssimo.
Derick que era um iniciante quando o SCA ja tinha dado alguns passos conta sobre sua entrada no grupo. Porem o Valtim se afastou do grupo e ficou só o Ceceu e o Akord, eles continuaram a caminhada durante uns 2 anos e meio. Eu ainda estava no começo pensando em fazer rap, conhecia já o Ceceu ha algum tempo, e ele me disse: Vou te dar uma base pra você fazer seu som, vamos la no meu parceiro ele quem produz nossas bases”.
Ele continua falando sobre a primeira musica do grupo que teve reconhecimento: “Recebi o convite do Akord, para ser um membro do SCA (Sociedade Clandestina Artística). Por muito tempo a musica de maior interesse do publico foi Caneta Terrorista“.
A linha de rap nas letras e som do SCA e o gangsta como diz Derick “Bom o nosso som já é uma levada bem gangsta. Sempre ditando a realidade das periferias, sempre escrevendo a o que acontece no nosso dia-a-dia. Alias e o que nos vivemos“.
Sobre o peso e importância do king size em Goiânia o SCA manda a letra: “E de proporção imensa, no nosso ponto de vista. Entendemos assim: Fizemos sons em praças, feiras e isso também nos ajudou muito a sermos o grupo que a gente e hoje, mas chegamos ao ponto de ter uma chance de apresentar em uma boate, em uma areá nobre de Goiânia. Na segunda edição do primeiro evento a promover o rap em um lugar bacana com espaço para todos e a grande maioria que presenciava o evento era dos bairros periféricos de Goiânia“.
Derick fala sobre o publico do King e da forma como eles aproveitam o role “Essas pessoas estavam la não só por nos que iriamos fazer o show, estavam la porque gosta de ver, de ouvir, de batalhar, de curtir e saber que independente do local o rap sempre sera o rap. Pode ser na rua, na grama da praça, na porta de casa, sempre sera feito com amor. O movimento cresceu e o cenário esta mudando no rap goiano. Queria agradecer ao organizador e também nosso irmão, Fabones Boca Seca,por ele estar fazendo a diferença nesse cenário”.
Pra fechar um relato sobre a participação do SCA no King e uma mensagem do rap de todas as quebradas. “A nossa participação foi melhor do que nos esperávamos. Chegamos no local, ficamos bem a vontade, subimos no palco fizemos o nosso show como tinha planejado. Aquele dia Deus nos abençoou e nos deu ainda mais forças para continuar, firme sem desistência nessa caminhada.E como diz meu parceiro de musica Akord: Da leste pra oeste, pro sul e pra norte, na fé e não na sorte”.