Enfim, só
Redação DM
Publicado em 8 de outubro de 2016 às 02:55 | Atualizado há 1 anoNando Reis vai compartilhar com Goiânia, na noite de amanhã, um momento raro em sua carreira: entra no palco sozinho, acompanhado apenas pelo seu violão, para invocar sucessos e “lados bs” da carreira. Baseado no disco No Recreio – Voz e Violão, em clima intimista, performance possibilita maior proximidade com este artista, cujas canções estão ligadas para sempre na história da música nacional.
O show acontece no Teatro Rio Vermelho, a partir das 21 horas – às 20 horas o portão será aberto. Em cena, o compositor de Relicário vai mostrar o resultado do disco, que foi produzido pelo próprio cantor e mixado por um amigo cuja atuação no mundo do rock é mais do que louvável: Jack Endino, que foi dono da lendária gravadora Sub Pop, na qual já passaram bandas como Nirvana, por exemplo.
O disco e consequentemente o show de amanhã proporcionam um momento único na trajetória de Nando. Pois, por mais manjado e simples que o formato seja, este artista nunca havia encarado um show sozinho no palco antes. No começo de 1980 até 2001 esteve na banda paulista Titãs, com a qual passou momentos intensos, como a produção do lendário álbum Cabeça Dinossauro (1986) e a morte do guitarrista do grupo, Marcelo Fromer. Já na carreira solo, iniciada em 2001, roda o País sempre ao lado da sua banda, Os Infernais.
Mas Nando não estará tão sozinho assim. Entra ao palco bem acompanhado pelo seu violão. E no repertório o público pode esperar canções como All Star, Diariamente e Relicário, músicas que mostram que o ruivo, é um “hitmaker”– embora rejeite completamente tal rótul o– nada óbvio. Pois faz canções que fogem da superficialidade do mundo pop e provavelmente foi por isso tornou-se o compositor favorito da grandiosa Cássia Eller.
Por isso, é notório que a colaboração de Nando para o rock nacional vai ainda mais além do que os Titãs e de sua própria carreira solo. Grandes sucessos de bandas como Cidade Negra, Skank e Jota Quest foram escritas por ele. A parceria com o Skank é ainda maior e é bem fácil encontrar faixas feitas pela parceria do vocalista do grupo mineiro, Samuel Rosa, com o ex-titã. Fizeram juntos canções como: Dois Rios e Uma Partida de Futebol.
Jardim-Pomar
A agenda de shows, Nando Reis concilia ainda com os últimos preparos para o lançamento de Jardim-Pomar, seu novo disco de inéditas, cuja previsão de lançamento é novembro. O álbum, que tem novamente a colaboração de Jack Endino e Barrett Martin, é uma obra independente gravada no próprio selo do cantor, o Relicário.
O disco chega quatro anos após o lançamento de Sei, seu último trabalho de inéditas. Recentemente, para despertar a curiosidade que já é muita, do público, Nando divulgou uma das faixas do álbum, intitulada Só Posso Dizer nas plataformas digitais. Porém, já está bem claro que Jardim-Pomar, além de digital, será bem palpável e apresentado como CD, vinil e até K7. E a capa do trabalho recebeu os desenhos da artista plástica Vânia Mignone.
O disco tem 12 músicas, quase todas inéditas. A única exceção é a faixa Concórdia, música de Nando lançada por Elza Soares em gravação no álbum Vivo Feliz (2003).
O grande número de participações do novo álbum também é digno de nota, já que o ruivo reuniu os filhos (Theo, Sebastião e Zoe) e titãs (Branco Melo, Sérgio Britto e Paulo Miklos) e até o ex-titã Arnaldo Antunes. Cantam ainda no disco as cantgoreas Pitty, Luiza Possi, Tulipa Ruiz.
Nando Reis – No recreio Voz e violão
Data: Amanhã, a partir das 21h
Local: Teatro Rio Vermelho
Abertura dos portões: 20h
Horário previsto para início do show: 21h
