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Novo espetáculo da Família Santiago propõe resgate da cultura do brincante

Redação DM

Publicado em 16 de outubro de 2016 às 01:52 | Atualizado há 10 anos

Traca-traca, pião, rói rói, corrupio são brinquedos populares que, ao longo dos anos, vêm perdendo espaço na vida das crianças e dos adultos. O espetáculo de teatro e circo Brinquedos, brincadeiras e outras poesias aposta na retomada desta relação enfraquecida pelo contato precoce com as novas tecnologias. Com apoio do Fundo Estadual de Arte e Cultura, a Família Santiago Santos circula com o novo trabalho, por seis cidades goianas, durante o mês de outubro.

O circuito começa por praças de Goiânia, neste final de semana, nos bairros Village Atalaia (sexta) e Crimeia Leste (sábado). Em Brinquedos, brincadeiras e outras poesias, os palhaços Bulacha (Jhony Robson) e Zabeta (Sandra Santiago) resolvem rememorar brinquedos e brincadeiras de suas infâncias. Num lúdico jogo de interação os dois palhaços divertem a plateia com suas confusões na tentativa de mostrar a todos velhas possibilidades de experiências brincantes. O espetáculo conta com a participação especial da pequena Chameleta (Aisha Amachi), a mais nova integrante da Família Santiago Santos.

Este tema vem se delineando de forma natural e instintiva na linguagem artística que a Família Santiago Santos vem desenvolvendo, por meio do teatro-circo mambembe. Brinquedos, brincadeiras e outras poesias é resultado de três anos de pesquisa e investigação de linguagem, em torno das possibilidades simbólicas e estéticas da cultura popular tradicional. “A arte é uma forma de viver, de refletir, de transformar as possibilidades de estar no mundo”, comenta Sandra Santiago. Segundo ela, este novo trabalho pretende colaborar para ampliar, oxigenar, oferecer novas possibilidades a partir de resgate cultural.

Jhony Robson conta que, para equilibrar potenciais do circo e do teatro, o espetáculo contou com dois profissionais na preparação do elenco. O Palhaço Mocotó (Marcelo Marques), formado pela Escola Nacional de Circo e Alexandre Augusto, e o Palhaço Juca Mole (Alexandre Augusto – Grupo Teatro Zabriskie), formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Goiás. Enquanto um evidenciava as técnicas circenses (malabares e acrobacias), o outro focava em movimentação cênica, foco, relação, técnicas de improviso.

O figurino conta com o trabalho primoroso de Elmira Vicente, que é mestre professora de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás. Sua pesquisa percorreu o histórico de modelos e moldes de figurinos clássicos de artistas circenses. O cenário feito com simplicidade e leveza, pensado especialmente para a circulação, tem a autoria de Jhony Robson, que também é artista plástico formado em Artes Visuais, pela Universidade Federal de Goiás.

 

16/10 (domingo, 17h, na Praça São João Batista (Pça do Sol) – Brazabrantes/GO

23/10 (domingo), 17h, na Praça 14 de Novembro  – Caturaí/GO

28/10 (sexta), 19h, na Praça João Stival  Nova – Veneza/GO

29/10 (sábado), 17h, na Praça Santo Antônio – Damolândia/GO

30/10 (domingo, 17h, na Praça  Severo Lopez de Oliveira (Matriz) – Itauçu/GO

 

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