Orquestra Sinfônica Jovem faz concertos na China
Redação DM
Publicado em 30 de dezembro de 2016 às 23:57 | Atualizado há 9 anosA música, uma linguagem universal, vai levar a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás para o outro lado do mundo. Quebrando barreiras econômicas e culturais, os 81 integrantes que compõem a orquestra, incluindo os jovens músicos e equipe, foram convidados para tocar na China. Os jovens desembarcaram na China no último domingo, dia 25, e a partir da terça-feira, dia 27, até 5 de janeiro, a OSJ vai apresentar oito concertos nas cidades de Ningbo, Huzhou, Huzhou, Nantjing, Shaoxing, Shaoxing Keqiao, Deqing, Hangzhou e Shengsi. A apresentação de terça foi no Ningbo Grand Theatre, na cidade de Ningbo, próxima a Xangai. Fundada em 2001, no governo Marconi Perillo, a orquestra fará concertos inéditos e históricos. Segundo levantamentos feitos, será a primeira orquestra sinfônica brasileira a se apresentar no país oriental. “Um feito histórico para uma orquestra de Goiás”, afirma o maestro Eliseu Ferreira, regente titular da orquestra.
O repertório dos concertos dará destaque à música brasileira, com composições de Villa-Lobos – O Trenzinho do Caipira; Camargo Guarnieri, e alguns clássicos da MPB, como Manhã de Carnaval, Garota de Ipanema e Aquarela do Brasil. A regência está a cargo dos maestros Eliseu Ferreira e Gottfried Engels (Alemanha) e como solista o músico Arthur Lauton (violino).
O governador Marconi Perillo falou da importância da Orquestra Jovem para o contexto cultural do Estado, destacando o trabalho de formação artística e o reconhecimento que o grupo tem alcançado. Disse ainda que Goiás será muito bem representado, assim como foi em outras turnês internacionais da Orquestra. O maestro Eliseu Ferreira, regente titular, afirmou que a participação do governo de Goiás foi fundamental para a concretizar o desafio de chegar lá.
Essa é a terceira turnê internacional da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás. O grupo já se apresentou na Espanha, em 2011; na Alemanha, em 2014; e no festival Villa-Lobos, da Venezuela, em duas oportunidades, 2013 e 2015.
Marconi Perillo comentou sobre a enorme crise que se vive no Brasil. “Nem sempre a gente pode fazer tudo o que a gente quer, mas temos instrumentos poderosos de fomento cultural. Ao longo do tempo, nós criamos importantes instrumentos de valorização e apoio à cultura. Queria observar que só é possível ter uma boa política cultural por parte do governo do Estado, porque Goiás é um celeiro de grandes artistas e intelectuais do melhor nível em todas as áreas. Nós temos curadores de museus, músicos das mais variadas, temos artistas plásticos, pintores, companhias de dança, orquestras. Temos em Goiás o que há de melhor no Brasil. Se o governo tem políticas maduras, é porque aqui também somos um celeiro de artistas no Brasil”.
A orquestra
A Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás é composta por alunos do Instituto Tecnológico do Estado de Goiás em Artes Basileu França, instituição mantida pelo governo de Goiás, sob a jurisdição da Secretaria de Desenvolvimento. São alunos do Itego que, após o processo de seleção, recebem do governo do Estado uma bolsa mensal de R$ 800 para o custeio de sua formação. Sob a direção do maestro Eliseu Ferreira desde 2002, o grupo tem executado diversos espetáculos de ópera e balé anualmente, tais como: Quebra-Nozes, Giselle, La Bayadère, Carmina Burana, Carmen e Don Quixote.
A Sinfônica já realizou espetáculos em importantes salas de espetáculos do país tais como o Teatro Levino de Alcântara em Brasília (DF), o Teatro Coliseu em Santos (SP), o Auditório Cláudio Santoro em Campos do Jordão (SP) e o Teatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ).
A Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás tem oferecido de forma sistemática o aprendizado da música sinfônica e das habilidades específicas da profissão de músico orquestral. Sob a direção do maestro Eliseu Ferreira desde 2002, suas atividades têm sido desenvolvidas regularmente, em uma trajetória ascendente de crescimento artístico e institucional. Tem realizado uma grande quantidade de concertos em Goiânia e sua região metropolitana, além de cidades de GO e DF.
Em seus espetáculos, a orquestra tem se associado a artistas de renome nacional e internacional, como os maestros Emílio de César e Mark Cedel, a pianista Lucia Barrenechea e os violinistas Luciano Pontes, Ivan Quintana e Martin Tuksa. Sua programação de concertos é variada e inclui estréias regulares de novas composições, algumas delas dedicadas à própria orquestra. O grupo recebe o apoio do Programa Bolsa Orquestra, criado pelo Governo de Goiás através da Secretaria de Educação no ano de 2005.