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Turnê do Prêmio da Música Brasileira

Redação DM

Publicado em 9 de julho de 2016 às 02:44 | Atualizado há 1 ano

A celebração da trajetória de Gonzaguinha na premiação da 27ª edição do Prêmio da Música Brasileira começou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, mas ela não parou por aí. O Prêmio da Música Brasileira partiu em turnê por cinco cidades do País homenageando um dos mais consagrados compositores e intérpretes da música nacional. Durante a premiação, no Rio de Janeiro, artistas como João Bosco e Lenine subiram ao palco do Theatro Municipal para prestar homenagens ao cantor brasileiro.

Com shows em Porto Alegre, Brasília, e agora em Goiânia. As próximas paradas são em Salvador e de volta à capital fluminense. Gal Costa, Zeca Baleiro, Zélia Duncan, Ivete Sangalo, Lenine, Maria Gadú, Elba Ramalho dividirão o palco em encontros únicos para celebrar Gonzaguinha, de 2 a 30 de julho pelo País. O idealizador do Prêmio da Música Brasileira, José Maurício Machline, convidou artistas que tivessem uma relação afetiva com a obra e cantassem com propriedade as canções do compositor.

Zélia Duncan, campeã desta edição do Prêmio da Música com três vitórias (Melhor Canção, Álbum de Samba e Cantora de Samba), terá “Explode Coração” e “Recado” no repertório. Lenine e Zeca Baleiro, que gravaram músicas em “Presente” (2015), álbum de duetos póstumos com Gonzaguinha, cantarão “Comportamento Geral” e “Lindo Lago do Amor”, e “Sangrando” e “Infinito Desejo”, respectivamente. Já Maria Gadú empresta sua voz a outros sucessos do artista, como “Diga lá, meu coração” e “Redescobrir”.

“Gonzaguinha era um compositor genial. As músicas são palatáveis em qualquer época. Hoje você ouve a obra dele e, de tão atual que é, parece que foi composta ontem”, analisa Machline.

A cenografia da turnê inclui cerca de cem retratos de brasileiros anônimos fotografados por Walter Firmo, escolhidos para refletir a conexão de Gonzaguinha com o povo brasileiro.

Veja os vencedores do prêmio de 2016

Canção popular

Melhor cantor: Roberto Carlos (‘Primeira Fila’)

Melhor álbum: ‘Do tamanho certo para o meu sorriso’, de Fafá de Belém, produtores Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro

Melhor grupo: Jamz (‘Insano’)

Melhor cantora: Fafá de Belém (‘Do tamanho certo para o meu sorriso’)

Melhor dupla: Chitãozinho e Xororó (‘Tom do Sertão’)

 

Especiais

Álbum em língua estrangeira: ‘Cauby Sings Nat King Cole’, de Cauby Peixoto, produtor Thiago Marques Luiz

Álbum infantil: ‘Para Ficar Com Você’, de Palavra Cantada, produtores Paulo Tatit e Sandra Peres

Álbum eletrônico: ‘Gaia Musica – vol. 1’, de Dj Tudo e Sua Gente de Todo Lugar, produtor DJ Tudo

Álbum projeto especial: ‘Café no Bule’, de Zeca Baleiro, Naná Vasconcelos e Paulo Lepetit, produtores Zeca Baleiro, Naná Vasconcelos e Paulo Lepetit

Melhor DVD: ‘Loucura – Adriana Calcanhotto canta Lupicínio Rodrigues’, de Adriana Calcanhotto, direção de Gabriela Gastal

Álbum erudito: ‘Sinfonia nº12, Uirapuru e Mandu-Çarará’, de Villa-Lobos, interpretado pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, produtor OSESP

 

Regional

Melhor cantor: Xangai (‘Xangai’)

Melhor cantora: Elba Ramalho (‘Cordas, Gonzaga e Afins (Sagrama e Encore)’)

Melhor dupla: Almir Sater e Renato Teixeira (‘AR’)

Melhor álbum: ‘Cordas, Gonzaga e Afins (Sagrama e Encore)’, de Elba Ramalho, Produtores: Sergio Campello e Tostão Queiroga

Melhor grupo: Ilê Aiyê (‘Bonito de se Ver’)

 

Pop/rock/reggae/hip-hop/funk

Melhor cantor: Lenine (‘Carbono’)

Melhor álbum: ‘A Mulher do Fim do Mundo’, de Elza Soares, produtor Guilherme Kastrup

Melhor grupo: Titãs (‘Nheengatu – ao vivo’)

Melhor cantora: Gal Costa (‘Estratosférica’)

 

Categoria melhor canção

‘Antes Do Mundo Acabar’, de Zeca Baleiro e Zélia Duncan, intérprete Zélia Duncan (CD ‘Antes do mundo acabar’);

 

Categoria revelação

Simone Mazzer (‘Férias em Videotape’)

 

Instrumental

Melhor álbum: ‘Tocata à Amizade’, de Tocata à Amizade, produtores Yamandu Costa e Rogério Caetano

Melhor solista: Hamilton de Holanda (‘Pelo Brasil’)

Melhor grupo: Tocata à Amizade (‘Tocata à Amizade’)

 

Categoria projeto visual

Tereza Bettinardi por ‘Dancê’, de Tulipa Ruiz

 

Categoria arranjador

Guinga por ‘Porto da Madama’, de Guinga

 

Categoria MPB

Melhor álbum:‘Dois Amigos, um século de música’ de Caetano Veloso e Gilberto Gil, produtores Caetano Veloso e Gilberto Gil

Melhor cantor: Caetano Veloso (‘Dois Amigos, um século de música’)

Melhor cantora: Virginia Rodrigues (‘Mama Kalunga’)

Melhor grupo:Dônica (‘Continuidade dos Parques’)

 

Categoria samba:

Melhor álbum: “Antes do mundo acabar”, de Zélia Duncan, produtora Bia Paes Leme

Melhor cantor: Alfredo Del-Penho (“Samba Sujo”)

Melhor cantora: Zélia Duncan (“Antes do mundo acabar”)

Melhor grupo: Moacyr Luz e Samba do Trabalhador (“Moacyr Luz e Samba do Trabalhador – 10 anos e outros sambas”)

 

 

Vai ter Zeca Baleiro no show em homenagem a Gonzaguinha, que  concedeu uma breve entrevista ao Diário da Manhã, falando sobre   sua relação musical com o artista

capa-4 entrevista

DMRevista: O idealizador do evento optou por convidar artistas que tivessem uma relação afetiva com a obra do Gonzaguinha. Em seu caso, qual é essa relação afetiva?

Zeca Baleiro:Gonzaguinha faz parte da minha discoteca afetiva. É uma baita referência pra minha geração.

 

DMRevista: Você veio de uma cidade que assim como Goiânia não é parte do “eixo” da MPB brasileira, tanto que se mudou para São Paulo para lançar seu trabalho. A recepção ao seu trabalho é sempre ampla em suas apresentações aqui em Goiânia?

Zeca Baleiro:Sempre. Ampla e calorosa (risos).

 

DMRevista: Você divide com o Gonzaguinha a ideia de que a música deve manter-se independente do mercado fonográfico?

Zeca Baleiro: Gonzaguinha viveu o auge da dita MPB e do mercado fonográfico. Teve uma trajetória autônoma e de muita personalidade, mas usou a grande estrutura da indústria cultural para erguer seu trabalho. Nesse sentido, também temos afinidade.

 

DMRevista: Qual a sua, ou suas canções preferidas do Gonzaguinha? Como o trabalho dele na música influenciou as suas produções culturais, ou algum outro aspecto da sua vida?

Zeca Baleiro: Acho bacana esse convívio da acidez social e política com a doçura das canções de amor na mesma obra. Não é pra qualquer um. A minha preferida é Guerreiro Menino.

 

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