“Batia para corrigir” afirma pai suspeito de matar o filho espancado
Redação DM
Publicado em 19 de outubro de 2023 às 12:31 | Atualizado há 2 anos
Em depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Wagner Pereira da Silva, suspeito de matar o próprio filho de apenas 2 anos espancado, confessou que agredia a criança como forma de correção. O homem de 37 anos, afirmou a autoridade policial que dava socos e tapas no peito e rosto do filho para que ele dormisse, haja vista que ele apresentava sintomas de sonambulismo.
De acordo com autópsia realizada no corpo da criança, constatou-se a existência de lesões nos olhos e um rompimento no pâncreas. No depoimento, o pai detalhou o ocorrido, segundo ele, a penúltima agressão ocorrera após a esposa, Patrícia Viriato da Silva, 25, pedir para que ele levasse o garoto para outro cômodo da casa, retirando-o da cozinha onde estavam. Silva afirmou aos agentes que como a criança se recusava a obedecer a ele desferiu um tapa em cada lado da face do filho.
A sessão de agressões prosseguiu após Patrícia ir para a faculdade, deixando o filho, Cássio, novamente sob os cuidados do pai. Silva relatou que neste momento, a criança se levantou da cama onde estaria dormindo, ele então agrediu o menino com outro tapa no rosto. Algum tempo depois Patrícia foi acionada pelo marido com a alegação de que o filho do casal não estaria bem.
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O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi chamado para prestar socorro a criança, no entanto, ela não resistiu as agressões sofridas. Segundo a investigação ainda em curso, há suspeita de que o depoimento apresentado seja uma farsa, tendo em vista o resultado da autópsia.
Ao delegado adjunto do 6º Departamento de Polícia da região do Paranoá, Bruno Carvalho, Patrícia relatou que as brigas entre o casal eram frequentes e que o marido por vezes agredia o filho como forma de “descontar a raiva”. Ela salientou ainda que também já foi vítima das agressões.
Wagner segue preso e está à disposição da justiça