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Brindes Tecnológicos Ganham Espaço nas Ações de Marketing Corporativo

Redação DM

Publicado em 1 de setembro de 2026 às 13:28 | Atualizado há 2 horas

Hoje em dia, quase ninguém sai de casa sem o celular na mão — e é justamente esse tipo de rotina que vem mudando o tipo de brinde que as empresas escolhem dar. Power banks, fones de ouvido, caixas de som portáteis e acessórios de conectividade personalizados deixaram de ser apenas mimo de fim de ano e passaram a fazer parte de estratégias mais amplas para valorizar colaboradores e fidelizar clientes.

Um mercado em expansão

O movimento é respaldado por dados do próprio setor. Segundo a Promotional Products Association International (PPAI), maior entidade internacional do segmento, o mercado global de brindes promocionais movimenta atualmente algo em torno de US$ 21,6 bilhões por ano. No Brasil, a Associação Brasileira de Brindes (ABRINDE), entidade que reúne empresas do setor em todo o país desde 1996, também aponta crescimento consistente na demanda por brindes tecnológicos personalizados — puxado, entre outros fatores, pela busca por itens que unam utilidade real e boa exposição de marca.

A explicação para o fenômeno é simples: colaboradores e clientes usam tecnologia todos os dias, e um brinde que resolve um problema real — como a bateria do celular acabando no meio do expediente — tem muito mais chance de ser mantido em uso do que um item decorativo.

“As pessoas já receberam brinde demais na vida. O que hoje diferencia uma ação de outra não é mais só o produto, é a escolha certa do item para o momento certo”, avalia Alexandre Nascimento, fundador da Brindear Brindes, empresa especializada em brindes corporativos personalizados.

Por que o brinde tecnológico funciona

Diferente de um item que pode ficar esquecido numa gaveta, um power bank ou um fone de ouvido tende a acompanhar quem o recebe — na mochila, na bolsa, na mesa de trabalho. Isso significa exposição repetida da marca ao longo de meses, não apenas no momento da entrega. Para o público jovem, especialmente, itens tecnológicos também carregam uma percepção de modernidade que reforça o posicionamento da empresa que está presenteando.

Para Nascimento, os brindes tecnológicos ganharam força como resposta direta à rotina híbrida de trabalho — colaboradores e clientes circulam entre casa, escritório e deslocamentos, e um item que resolve uma necessidade real desse cotidiano tem muito mais chance de ser usado de fato. O fundador da Brindear também observa o uso desses itens em ações internas de reconhecimento de equipe, na chegada de novos colaboradores e em campanhas de incentivo — contextos em que o brinde reforça uma mensagem de valorização, não apenas de divulgação de marca.

Quais itens tecnológicos mais fazem sucesso

Nem todo item tecnológico funciona da mesma forma como brinde corporativo — o tipo de produto costuma variar de acordo com o público e o objetivo da ação. Entre os mais procurados atualmente estão: 

Power banks: resolvem um problema real do dia a dia (bateria do celular acabando) e por isso costumam ter alta taxa de uso continuado, muito além da data em que foram entregues. 

Fones de ouvido: especialmente os modelos sem fio, agradam um público amplo e têm apelo tanto para uso profissional (reuniões online) quanto pessoal. 

Caixas de som portáteis: costumam ser bem recebidas em ações mais descontraídas, como confraternizações e eventos internos, e têm boa visibilidade por ficarem expostas durante o uso. 

Carregadores e cabos multiportas: itens de utilidade quase universal, que funcionam bem tanto para o público corporativo quanto para uso doméstico. 

Mousepads e acessórios de mesa com carregamento sem fio: fazem parte da rotina de quem trabalha em escritório ou home office, com uso diário e constante.

Cuidados na hora de escolher

Especialistas alertam, no entanto, que a escolha exige atenção a alguns pontos: a qualidade do componente eletrônico, a compatibilidade com diferentes tipos de aparelho e a técnica de personalização adequada para cada material, já que uma gravação malfeita pode comprometer tanto a estética quanto o funcionamento do produto.

A recomendação é avaliar o objetivo da ação antes de definir o item — se o foco é uso diário no escritório, itens como power banks e mousepads costumam funcionar melhor; se o foco é presença em feiras e eventos, itens mais leves e de fácil distribuição tendem a ter melhor custo-benefício. “Não existe um brinde tecnológico certo para toda situação. O que funciona bem numa convenção pode não fazer sentido nenhum como presente para um cliente estratégico, e vice-versa”, pontua Nascimento.

A técnica de personalização também varia conforme o material do produto — itens metálicos costumam usar gravação a laser, enquanto superfícies plásticas podem ser personalizadas por tampografia ou impressão digital, dependendo do tamanho e da complexidade da arte aplicada. Essa etapa, segundo o fundador da Brindear, costuma ser subestimada por quem compra o brinde pela primeira vez, mas é o que garante que a peça continue com boa aparência depois de meses de uso.

Quando esse tipo de brinde costuma ser usado

Os brindes tecnológicos aparecem com frequência em alguns contextos específicos: convenções e feiras corporativas, onde o item precisa ser leve e prático de transportar; campanhas de reconhecimento e incentivo de equipes, quando a empresa quer reforçar uma mensagem de valorização; e ações de relacionamento com clientes, especialmente em fechamento ou renovação de contratos importantes.

Também são comuns em datas comemorativas do calendário corporativo, como fim de ano, embora nesses casos a recomendação seja evitar itens genéricos demais, para não competir com dezenas de outros brindes recebidos no mesmo período.

Tendência sem sinal de desaceleração

Com a consolidação do trabalho híbrido, o aumento do uso de dispositivos móveis no ambiente corporativo e o crescimento já registrado pelos levantamentos do setor, a expectativa é que a demanda por brindes tecnológicos personalizados continue em alta nos próximos anos, acompanhando o próprio ritmo de digitalização das empresas brasileiras.

Fontes: Promotional Products Association International (PPAI) — https://www.ppai.org Associação Brasileira de Brindes (ABRINDE) — http://www.guiadebrindes.com.br/abrinde.asp

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