Especialistas alertam para riscos da máscara facial com sangue menstrual
Redação Online
Publicado em 26 de dezembro de 2025 às 15:53 | Atualizado há 6 meses
Patrícia Ormiga, da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro, afirmou que o sangue pode conter bactérias que, em contato com lesões na pele, como espinhas ou machucados, podem causar dermatites e infecções graves
A prática de aplicar sangue menstrual no rosto, conhecida como “moon masking”, virou tendência nas redes sociais. A influencer Sarah Sol viralizou ao mostrar o procedimento, descrito como um “segredo feminino” para uma pele jovem, mas especialistas alertam para os graves riscos à saúde.
A dermatologista Patrícia Ormiga, da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro, afirmou que o sangue pode conter bactérias que, em contato com lesões na pele, como espinhas ou machucados, podem causar dermatites e infecções graves. Não há evidência científica de benefícios cosméticos.
Parte da divulgação da prática cita estudos de laboratório que mostram que o plasma derivado do fluido menstrual pode auxiliar na cicatrização de feridas. No entanto, esses estudos utilizam material coletado, processado e esterilizado em condições controladas, o oposto da aplicação caseira.
Os especialistas enfatizam que a aplicação direta do sangue menstrual sobre a pele, sem qualquer processamento ou esterilização, expõe o usuário à proliferação bacteriana e a infecções. O procedimento caseiro carece totalmente das condições de segurança de um ambiente laboratorial.
Foto: Reprodução/Redes sociais