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Fiat Pulse Drive 1.3 MT: Andamos na versão de entrada do modelo que quer ser SUV

Bom de dirigir, bem equipado e econômico, o Pulse está mais para um Argo aventureiro.

diario da manha

Dizer que o Fiat Pulse é um SUV é um tanto pretensioso. A ideia passada durante seu lançamento era da chegada de um utilitário esportivo compacto capaz de mudar conceitos e impressões de dirigibilidade. Quem comprou o Pulse como SUV levou para casa um hatch.

Mesmo não concordando que o Pulse seja um SUV, muito menos uma novidade capaz de estabelecer novos conceitos e impressões, uma coisa é certa: a novidade da Fiat chama a atenção na aparência, no conjunto mecânico e no acabamento. Só não é mesmo um SUV.

Aventureiro

O Pulse, como já comparado em outras publicações especializadas, é um Argo mais encorpado, estiloso, robusto e de espírito aventureiro. O que remete o Fiat Pulse a ser tratado pela própria fabricante como um SUV é sua aparência robusta. Isso por conta do capô mais alto e com vincos e das molduras nas caixas de rodas.

De resto, digamos que seja mesmo um Argo mais moderno na aparência e de corpo mais atlético.

Primeiramente, vamos abordar um pouco do modelo lançado no final do ano passado. O Pulse foi inteiramente desenvolvido pela Fiat no Brasil e apresentado nas versões Drive, a qual nós acabamos de testar, a Audace e a Impetus. São cinco configurações, sendo duas com motor 1.3 aspirado, manual e CVT, e três com o novo motor Turbo 200 Flex e câmbio CVT de série.

Motor turbo

Nascido do Progetto 363, o Pulse fez a estreia do novo motor Turbo 200 Flex, (1.0 Turbo) de 130 cv e 20,4 kgfm de torque, com etanol (125 cv com gasolina). Essas características fazem dele o mais potente do mercado no segmento. É novidade também no modelo o câmbio CVT, que simula 7 marchas, e vem de série nas versões turbinadas.

Por sua vez, o motor 1.3 Firefly flex aspirado das versões mais em conta, rende 107 cv de potência e 13,7 kgfm de torque, com etanol. gera 107 cv de potência com etanol a 6.250 rpm e 134 Nm (13,7 kgf.m) a 4.000 rpm, Esse mesmo propulsor equipa a versão de entrada Drive, avaliada pelo DMAutos. Nessa versão o câmbio é manual de cinco marchas.

Logo acima vem a 1.3 aspirada, com câmbio CVT, e depois as versões 1.0, batizadas de Turbo 200 Flex (Drive 1.0 CVT, Audace 1.0 CVT e Impetus 1.0 CVT). O amplo torque de 200 Nm (20,4 kgf.m) do motor turbo, independente do combustível, está disponível entre 1.750 rpm e 3.500 rpm.

Esse propulsor conta com a tecnologia MultiAir III, exclusiva da Stellantis. Ele é dotado de um sistema eletro-hidráulico que faz o controle flexível das válvulas de admissão, mantendo a alta performance.

Versões e preços

Drive 1.3 manual: R$ 94.990
Drive 1.3 CVT: R$ 101.990
Drive 1.0 turbo CVT: R$ 109.990
Audace 1.0 turbo CVT: R$ 114.990
Impetus 1.0 turbo CVT: R$ 126.590

Modelo de linhas musculosas e visual atraente, o Fiat Pulse é marcado pela dianteira, alta e imponente. O para-choque elevado amplia o ângulo de entrada, item crucial para um veículo que que ser reconhecido como SUV. A ampla grade frontal estampa o Logo Script da marca com a Fiat Flag no canto inferior direito, um lembrete das raízes italianas do modelo projetado por e para brasileiros.

Os faróis de LED expressam confiança e um friso, o wide blade, que pode variar conforme a versão – é cromado na topo de gama – dá mais personalidade e cria uma assinatura horizontal, unindo os conjuntos ópticos. Abaixo fica uma segunda entrada de ar imponente, com grandes nichos para os faróis de neblina, também de LED, nas laterais.

Linhas musculosas

As linhas musculosas do Pulse se estendem à lateral, com grandes arcos em torno dos para-lamas, rack longitudinal no teto e acabamento diferenciado sob os vidros. As rodas de liga leve têm desenho exclusivo nas diferentes versões e criam um visual harmônico com a suspensão elevada e o estilo envolvente do SUV.

Na traseira, as lanternas tridimensionais têm perfil elevado, como se fossem lâminas flutuantes. Também em LEDs, elas são posicionadas para otimizar sua visualização por outros condutores, reforçando a segurança ao mesmo tempo em que cria uma identidade visual para que todos saibam que você está a bordo do novo SUV da Fiat.

O para-choque traseiro exclusivo tem desenho que otimiza o ângulo de saída do modelo. Enquanto isso, os elementos escurecidos, somados a um friso prateado na parte inferior.

Cores exclusivas

O modelo chegou ao mercado ofertando duas cores novas e exclusivas, a Azul Amalfi e Cinza Strato. Ambas podem ser combinadas com o teto bicolor, preto ou cinza na Impetus, e preto como item opcional nas demais, com exceção da versão de entrada Drive 1.3 manual.

Todo o interior do Pulse é inédito. O painel recebe tons prata e cinza com diferentes elementos. As peças usam um mix de texturas agradáveis ao toque. Os bancos são revestidos em tecidos ou couro, conforme a versão.

Através do volante é possível acessar diversas funções, como ajustar o som, trocar as marchas por meio de paddle-shifters ou acionar o modo Sport com apenas um toque. O painel é 100% digital e tela flutuante do sistema multimídia pode ter 8,4 polegadas ou 10,1 polegadas, com conexão via internet 4G.

Vantagens

O Pulse conta com 18 porta-objetos espalhados pela cabine, que totalizam 25 litros de armazenamento. O Fiat Pulse apresenta vão livre do solo chega a 22,4 cm, com altura mínima de 19,6 cm. Isso dá segurança em lombadas e estradas de terra. Na traseira, a suspensão elevada aliada ao novo para-choque oferece ângulo de saída de 31,4°s.

O porta-malas dispõe de 370 litros de capacidade, que podem ser ampliados com o  rebatimento do banco traseiro. O painel 100% digital de 7” é customizável e pode mostrar diferentes informações de acordo com o gosto do motorista.

Teste

Olhando o Pulse Drive 1.3 manual de frente a ausência dos faróis de neblina deixam evidente tratar-se de uma versão mais barata. Em compensação, os faróis em LED são de série, o que muda um pouco o aspecto frontal bem atraente do modelo.

Os retrovisores e as maçanetas da versão Drive testada são em preto e as rodas em liga leve são de 16 polegadas. A traseira, nem se esforçando muito, consegue disfarçar a presença de um hatch. O que tira um pouco o foco são a tampa traseira com vincos e o spoiler de teto.

O visual cleam do interior da versão Drive manual ganha destaque na tela flutuante de 8,4 polegadas do sistema multimídia. Nessa versão o quadro de instrumentos traz mostradores  analógicos. O acabamento deixa um pouco a desejar pelo excesso de plástico no painel e nas portas.

Os bancos são revestidos em tecido. A versão não tem o apoio de braço integrado ao console central. No lugar da peça tem um porta-trecos. O banco traseiro é curto. Trata-se de um  truque comum para garantir mais espaço para as pernas. Duas pessoas conseguem fazer viagens curtas com certo conforto, mas desde que os passageiros dos bancos da frente roubem espaço de quem vai atrás.

Motor

O motor 1.3 aspirado da versão Drive apresentou excelente desempenho no trânsito urbano graças ao torque elevado em baixas rotações. O que não é mais aceitável para os dias atuais é o câmbio manual, já quase extinto do mercado. A constante trocas de marchas cansa, embora permita um consumo melhor quando o condutor seja mais comedido nas acelerações.

Para acelerações mais fortes não espere muito do motor 1.3 aspirado. Na estrada, então, é que o motor pede força, principalmente nas ultrapassagens. Se a lotação for máxima, cuidado. Paciência e muita cautela fazem a diferença.

Consumo

O motor um pouco preguiçoso compensa na economia de combustível. Com etanol no tanque, o consumo na cidade foi de 9,4 km/l e na estrada de 10,8 km/l.

Motor e câmbio trabalham em boa sintonia. A alavanca do câmbio manual de cinco marchas tem bons engates, mesmo com seu curso longo. O Conjunto de suspensão, por sua vez,  se destaca pelo conforto e boa filtragem das imperfeições do piso.

Não tem explicação a não utilização de pneus de uso misto no Pulse, modelo rotulado de SUV. Por que então o Argo Trekking, um hatch aventureiro, utiliza?

O Fiat Pulse Drive 1.3 Manual, vendido por R$ 94.990, tem pontos negativos no acabamento e no já em desuso câmbio manual. Contudo, traz bom recheio na lista de equipamentos de segurança de série, como airbags frontais e laterais, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, ar-condicionado automático, retrovisores com regulagem elétrica, central multimídia com tela de 8,4 polegadas e conexão com smartphone.

Fiat Pulse 1.3 Drive MT- Principais equipamentos de série

Airbags frontais e laterais (tórax e cabeça); controle de tração e estabilidade; Isofix; assistente de partida em rampa; ar-condicionado automático digital; banco do motorista com regulagem de altura; faróis em LED; piloto automático; volante com regulagem de altura; lanterna em LED; vidros elétricos; sensor de estacionamento traseiro; sensor de pressão dos pneus; central multimídia com tela de 8,4 polegadas e conexão com smartphone; Electronic Locker; quadro de instrumentos com tela de 3,5 polegadas; estepe temporário; retrovisores com regulagem elétrica e função tilt down; barras longitudinais no teto; luzes de rodagem diurna em LED; computador de bordo; alarme.

Ficha técnica – Fiat Pulse Drive 1.3 MT

Motor: Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, oito válvulas, 1.332cm³ de cilindrada, flex, que desenvolve potências máximas de 98cv a 6.000rpm (com gasolina) e 107cv a 6.250rpm (com etanol) e torques máximos de 13,2kgfm (g) e 13,4kgfm (e) a 4.000rpm
Transmissão: Tração dianteira, com câmbio manual de cinco marchas
Suspensão: Dianteira, independente, tipo McPherson, com barra estabilizadora; e traseira, com eixo de torção
Rodas e pneus: liga leve de 6 x 16 polegadas e 195/60 R16
Direção: tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica
Freios: discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com assistência ABS
Porta-malas: 370 litros
Tanque: 47 litros
Dimensões: Comprimento, 4,09m; largura, 1,77m; altura, 1,57m; distância entre-eixos, 2,53m; altura livre do solo, 19cm
Peso: 1.187 quilos
Desempenho: Velocidade máxima de 178 km/h  e aceleração até 100km/h em 11,7 segundos

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