A data não deve ser sinônimo de mais dívidas
Redação DM
Publicado em 22 de abril de 2015 às 01:54 | Atualizado há 11 anosNayara Reis Da editoria de Economia
De acordo com pesquisa divulgada pela Associação Comercial de São Paulo, quanto ao índice de confiança do consumidor, aponta que este caiu 11 pontos em relação a fevereiro e 20 pontos comparado ao mesmo período do ano passado. Isso é reflexo da instabilidade da economia no país e influencia a intenção de compra das pessoas, o que diminui, consequentemente, a previsão de venda do comércio, principalmente em datas comemorativas, como é o caso do Dia das Mães, que já está próximo.
Em âmbito nacional a Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que o Índice de Confiança do Consumidor registrou em janeiro de 2015 sua quarta queda consecutiva. O indicador que era de 118,7 pontos em dezembro de 2012 para 117,9 pontos em janeiro. Já o Índice de Expectativas caiu menos: 0,7%. A parcela de consumidores que esperam melhora diminuiu de 29,6% para 28,4%, enquanto os que preveem piora aumentaram de 14,8% para 16%, entre dezembro e janeiro.
Essa é a segunda melhor data do ano para o mercado, ficando atrás apenas do Natal. No entanto, toda essa situação demonstra a necessidade cada vez maior da educação financeira como saída para o consumo consciente. De acordo com a psicóloga e educadora financeira Dayane Godinho, ser educado financeiramente é sustentar um padrão de vida que seja condizente com a realidade financeira da pessoa. Com as finanças equilibradas, é possível se organizar até para ter direito a luxos, sem correr o risco de ficar endividado.
Poucas pessoas realmente se planejam no início do ano, vendo todas as datas em que já pode prever um gasto e poupando antes para gastar. É claro que todo filho quer dar o melhor para a sua mãe, porque elas merecem. No entanto, nenhuma mãe quer ver o filho se endividar, muito menos por causa dela. A felicidade de uma mãe está em poder estar perto dos filhos, amar e ser amada e vê-los bem encaminhados na vida. Esse é o verdadeiro presente.
“Muitas pessoas pensam que educação financeira é fazer uma poupança. Na verdade, guardar dinheiro é consequência de identificar para onde vai cada centavo do seu dinheiro e então tomar decisões conscientes na hora de priorizar e organizar os gastos. É importante destacar um dos maiores vilões do desequilíbrio financeiro: o impulso. Em uma sociedade com tantos estímulos ao consumo, estar em paz com as finanças também abrange aspectos emocionais, não apenas números e planilhas, explica a psicóloga Dayane Godinho.
Escolha do
presente
A educadora ressalta ainda que, caso não possa comprar o presente que gostaria, é melhor pesquisar mais preços e condições de pagamento ou até mesmo repensar a escolha, adequando ao seu padrão de vida. “O planejamento permite decidir com antecedência o presente que quer dar a mãe, pesquisar e poupar para comprá-lo, de preferência à vista, conseguindo desconto e, assim, economizar. Desta forma, é possível dar o presente dos sonhos sem dívidas. Caso o orçamento financeiro esteja comprometido, repensar a escolha do presente é uma alternativa incômoda, mas consciente.”
Caso não tenha outra saída e precise parcelar, é de extrema importância que se tenha certeza que poderá honrar com esse compromisso mensal nas datas de vencimento. A educadora cita outro ponto que se deve atentar na hora da compra: os custos agregados do presente. “Há produtos que geram gastos, como por exemplo um smartphone, que precisa pagar uma conta mensalmente, ou eletrodomésticos, que impactam na conta de energia elétrica. Por isso, identificar a situação financeira da mãe também é essencial na hora de escolher o presente.
Uma orientação que Dayane também apresenta é a divisão dos gastos entre os irmãos. “Unir os irmãos para comprar o presente da mãe amplia o orçamento disponível, o que pode ser uma boa alternativa para a data”.