Brasil cria 145 mil empregos formais em junho, aponta novo Caged do Trabalho
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 29 de julho de 2026 às 15:46 | Atualizado há 1 hora
Mercado de trabalho formal teve saldo positivo de empregos no mês de junho | Foto: Reprodução
O mercado de trabalho formal brasileiro registrou saldo positivo em junho, com a criação de 145.161 empregos com carteira assinada. Os dados fazem parte do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O resultado foi obtido a partir da movimentação de 4.295.101 trabalhadores no período, sendo 2.220.131 contratações e 2.074.970 desligamentos. Do total de vagas abertas, 77,3% correspondem a postos considerados típicos, enquanto 14,6% são classificados como não típicos, categoria que reúne aprendizes, trabalhadores intermitentes, temporários e profissionais com jornada de até 30 horas semanais.
Setor de serviços concentra maior número de novas vagas
Entre os cinco principais setores econômicos analisados pelo Caged, todos apresentaram crescimento no número de empregos formais em junho. O segmento de Serviços teve o melhor desempenho, com a abertura de 74.514 postos de trabalho.
A Agropecuária registrou a criação de 22.898 vagas, seguida pelo Comércio, que teve saldo positivo de 19.177 empregos. A Indústria encerrou o mês com 14.438 novos postos, enquanto a Construção Civil gerou 14.136 oportunidades.
Na divisão por estados, 24 unidades da federação tiveram aumento no número de empregos formais. São Paulo liderou o ranking nacional, com saldo de 34.981 vagas criadas, seguido por Minas Gerais, com 20.805, e Rio de Janeiro, com 16.856.
Entre os estados com os menores resultados, o Espírito Santo apresentou saldo negativo de 2.259 postos. Tocantins teve redução de 135 vagas, enquanto Rondônia registrou crescimento mais discreto, com 1.396 novos empregos.
Mulheres tiveram saldo ligeiramente maior nas contratações
Os dados do Caged também mostram equilíbrio na geração de vagas entre homens e mulheres, com uma pequena diferença favorável ao público feminino. Em junho, as mulheres ocuparam 72.592 dos novos postos, enquanto os homens ficaram com 72.569 vagas.
Em relação à remuneração, o salário médio real de admissão no mês foi de R$ 2.507,07. Para os trabalhadores enquadrados como típicos, a média salarial ficou em R$ 2.446,27. Já os profissionais classificados como não típicos tiveram remuneração média de R$ 2.101,51.