Economia

Desemprego cai para 5,1% no 4º trimestre e atinge menor média anual desde 2012

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 15:06 | Atualizado há 3 meses

Desemprego caiu em seis estados no quarto trimestre | Foto: Reprodução
Desemprego caiu em seis estados no quarto trimestre | Foto: Reprodução

A taxa de desemprego apresentou queda em seis unidades da federação no quarto trimestre de 2025, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, o índice nacional de desocupação ficou em 5,1%, abaixo dos 5,6% registrados entre julho e setembro e também inferior aos 6,2% observados no mesmo trimestre de 2024.

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve recuo da taxa em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Distrito Federal, Paraíba e Ceará. Nos demais estados, o indicador permaneceu estável, sem variações estatisticamente significativas.

Estados com maiores e menores taxas

Entre as unidades da federação, Pernambuco com 8,8% e Amapá com 8,4% lideraram os maiores percentuais de desocupação no quarto trimestre. Alagoas, Bahia e Piauí também figuraram entre os índices mais elevados, todos com 8%.

Na outra ponta, Santa Catarina registrou a menor taxa do país, com 2,2%. Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso apareceram em seguida, cada um com 2,4%.

O levantamento também apontou que 2,4% da população estava na condição de desalento, ou seja, havia desistido de procurar emprego. O Maranhão apresentou a maior proporção com 9,1%, enquanto Santa Catarina teve o menor percentual com 0,3%.

Entre os empregados do setor privado, 74,4% possuíam carteira de trabalho assinada. Santa Catarina liderou nesse quesito, com 86,3% de formalização, ao passo que o Maranhão registrou o menor índice, de 52,5%.

A parcela de trabalhadores por conta própria correspondeu a 25,3% do total de ocupados no país. O Maranhão novamente apresentou o maior percentual com 34%, enquanto o Distrito Federal teve o menor com 17%. Já a taxa de informalidade ficou em 37,6% da população ocupada, com o Maranhão no topo com 57,3% e Santa Catarina na menor posição com 25,7%.

Resultado anual atinge menor nível da série

No acumulado de 2025, a taxa média de desemprego no Brasil foi de 5,6%, abaixo dos 6,6% verificados em 2024. Segundo o IBGE, trata-se do menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. Em 20 estados, o indicador anual também atingiu o nível mais baixo já registrado.

Os maiores percentuais médios no ano foram observados no Piauí com 9,3%, na Bahia e em Pernambuco com 8,7% cada e no Amazonas com 8,4%. As menores taxas foram no Mato Grosso com 2,2%, Santa Catarina com 2,3% e Mato Grosso do Sul com 3,0%.

A taxa anual de subutilização da força de trabalho, que engloba desempregados, subocupados e pessoas disponíveis que não buscaram vaga, foi de 14,5% no país. O Piauí apresentou o índice mais elevado com 31,0%, seguido por Bahia e Alagoas com 26,8% cada. Santa Catarina com 4,6%, Mato Grosso com 6,8% e Espírito Santo com 7,4% registraram os menores níveis.

A informalidade média em 2025 alcançou 38,1% dos ocupados. Maranhão com 58,7%, Pará com 58,5% e Bahia com 52,8% lideraram os percentuais mais altos. Já Santa Catarina com 26,3%, Distrito Federal com 27,3% e São Paulo com 29,0% tiveram os menores índices.

O desalento anual atingiu 2,6% da força de trabalho. Maranhão com 9,5%, Alagoas com 8,5% e Piauí com 7,8% concentraram as maiores proporções, enquanto Santa Catarina com 0,3%, Mato Grosso do Sul com 0,6% e Rio Grande do Sul com 0,9% apresentaram os menores resultados.

Renda média e massa salarial avançam

O rendimento médio anual habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.560 em 2025. O Distrito Federal registrou o maior valor do país, com R$ 6.320, seguido por São Paulo com R$ 4.190 e Rio de Janeiro com R$ 4.177. Os menores rendimentos médios foram observados no Maranhão com R$ 2.228, na Bahia com R$ 2.284 e no Ceará com R$ 2.394.

Considerando apenas o quarto trimestre, o rendimento médio mensal chegou a R$ 3.613, acima dos R$ 3.527 do trimestre anterior e superior aos R$ 3.440 registrados no mesmo período de 2024.

Em relação ao terceiro trimestre de 2025, houve crescimento da renda nas regiões Norte e Sudeste, enquanto as demais regiões mantiveram estabilidade. Na comparação anual, todas as regiões apresentaram alta.

A soma de todos os rendimentos do trabalho no país alcançou R$ 367,6 bilhões no quarto trimestre de 2025. O montante superou os R$ 356,7 bilhões do trimestre anterior e os R$ 345,5 bilhões contabilizados no mesmo intervalo de 2024, indicando avanço tanto na renda média quanto na massa salarial.


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