Economia

Dólar abre em leve alta com inflação dos EUA, tarifas e tensão no Oriente Médio

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 16 de julho de 2026 às 10:27 | Atualizado há 1 hora

Cotação do dólar reage a dados da economia dos EUA, tarifas comerciais e tensões geopolíticas | Foto: Lee Jae-Won/Reuters
Cotação do dólar reage a dados da economia dos EUA, tarifas comerciais e tensões geopolíticas | Foto: Lee Jae-Won/Reuters

O dólar abriu em leve alta nesta quinta-feira (16), enquanto os investidores seguem atentos aos desdobramentos dos dados de inflação dos Estados Unidos, o acirramento do conflito entre norte-americanos e iranianos, e repercutem o anúncio da tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

Na terça-feira (14), o CPI (índice de preços ao consumidor) veio abaixo do esperado. Já na quarta (15), o PPI (índice de preços ao produtor) também surpreendeu para baixo, reforçando a percepção de que o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) terá menos pressão para elevar os juros no curto prazo.

Às 9h04, a moeda norte-americana subia 0,12%, cotada a R$ 5,0841. Na quarta, o dólar fechou perto da estabilidade, cotado a R$ 5,078, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior após a divulgação do PPI. O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 0,35%, aos 176.010 pontos, destoando do desempenho das principais bolsas globais, que fecharam em alta.

Dados da economia brasileira e cenário político

Na última quarta, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também divulgou que o volume de serviços recuou 0,4% em maio na comparação com abril, após alta de 1,1% em abril. O resultado pode reforçar a percepção de que o BC (Banco Central) terá espaço para voltar a cortar a taxa básica de juros nas próximas reuniões. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.

O mercado também acompanhou a divulgação da nova pesquisa Genial/Quaest, que mostrou o presidente Lula (PT) ampliando a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno.

De acordo com a pesquisa, Lula ampliou para oito pontos a vantagem sobre Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno, vencendo por 45% a 37%.

Brancos, nulos e eleitores que afirmaram não votar somaram 14%, e indeciso, 4%. A vantagem do petista, que era de seis pontos na pesquisa de junho, oscilou dentro da margem de erro. Para parte do mercado, o resultado da pesquisa pode pressionar o real, já que investidores costumam reagir negativamente a cenários associados a uma política fiscal mais expansionista.

Inflação nos EUA e petróleo permanecem no radar

Os últimos resultados de inflação, que vinheram abaixo do esperado nos Estados Unidos, foram influenciados pela queda temporária dos preços da energia durante a trégua no conflito no Oriente Médio.

Com isso, embora o dado tenha reforçado as expectativas de juros menores nos EUA, a retomada do conflito — e a consequente alta do petróleo Brent — levou o mercado a projetar novas pressões sobre os custos nas próximas leituras de inflação. Esse cenário tende a reforçar a cautela do Fed nas decisões futuras sobre a política monetária.

No fim da tarde de quarta-feira, o barril do petróleo Brent era negociado a cerca de US$ 85, em alta de 1,06%.


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