Economia

Empresários do comércio enfrentam crise

Redação DM

Publicado em 13 de maio de 2015 às 02:46 | Atualizado há 11 anos

Da assessoria

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) voltou a registrar queda pelo quinto mês consecutivo. Com 94,6 pontos esta é a pontuação mais baixa desde abril de 2011, quando a pesquisa começou a ser divulgada pela Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio GO). Se comparado ao mês de março (101,5 pontos) o recuo foi de 6,7%. Já em comparação a abril de 2014 (116,5 pontos) a queda é de 18,7%. De acordo com a metodologia da pesquisa, que pode obter resultados variantes entre 0 e 200 pontos, 100 é a fronteira entre a insatisfação e a satisfação dos empresários.

A pesquisa, que é realizada em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), foi divulgada ontem pelo presidente da Fecomércio Goiás, José Evaristo dos Santos. “Diante da atual conjuntura econômica o empresário não pode se acomodar. É preciso assumir uma postura cautelosa, não abandonando a criatividade e inovação. Neste momento é necessário investir em promoções para chamar a atenção do cliente”, aconselha o presidente.

O nível de investimento das empresas caiu de 84,6 pontos, em março, para 82,3 pontos em abril, aponta a pesquisa. Outro dado apresentado pelo Icec, o Indicador de Contratação de Funcionários, passou de 117,8 pontos para 110,3 pontos no mesmo período, apontando uma queda de 6,4%. O percentual de empresas que pensam em reduzir pouco o número de funcionários aumentou 5,5 pontos percentuais e as que planejam reduzir muito, 1,6 ponto percentual. Um dos dados da pesquisa, o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio, registrou uma queda de 6,7 pontos entre os dois últimos meses, passando de 144,2 pontos para 137,5 pontos.

A situação atual dos estoques está adequada para 48,9% das empresas, portanto, houve um aumento de 1,6 ponto percentual de março (48,1%) para abril. Já as que estão com o estoque acima do adequado recuaram de 33,9% para 32,9% e 17,8% estão com a situação abaixo do adequado.

Após o fraco desempenho das vendas para o Dia das Mães, que não alcançou nem 1% de crescimento em relação ao ano passado, a expectativa do empresário agora é de superação no Dia dos Namorados. “Considerando o fator relacionamento, talvez o namorado ou a namorada não queira deixar esta data passar em branco. Diferente do Dia das Mães, em que a própria mãe, muitas vezes, entendendo a atual situação financeira, pede cautela nos gastos e não se importa com a falta do presente”, explica o presidente da Fecomércio.

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